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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES DA GEOGRAFIA HUMANA EM RELAÇÃO AO AQUECIMENTO GLOBAL ANTROPOGÊNICO: UM MUNDO SEM CATRACAS É POSSÍVEL?

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES DA GEOGRAFIA HUMANA
EM RELAÇÃO AO AQUECIMENTO GLOBAL ANTROPOGÊNICO: UM MUNDO SEM CATRACAS É POSSÍVEL?



Resumo: O que é o Efeito Estufa? Será que o aquecimento Global é o Fenômeno Natural ou é o Efeito da Atividade Humana? Outra questão que se coloca é se o aquecimento global observado é natural ou antropogênico? Muitas perguntas, Muitas respostas... Este artigo propõe analisar sobre o aumento da temperatura global, a Intensificação do efeito-estufa, as Limitações dos modelos de clima global a Variabilidade climática natural e a responsabilidade pela natureza. Percebe-se que este artigo trata-se de uma pesquisa analítica descritiva, com análise dos textos pelos Estudos da linguagem e da Análise do discurso, buscando-se observar e desenvolver a presença dos discursos utilizados nas matérias referentes ao aquecimento global e seus usos de linguagem simples, destacada o contexto filosófico, sociológico, histórico, geográfico e outras áreas afins, enfatizando as causas, conseqüências e os interesses políticos integrados as organizações sociais, políticas, econômicas, cultural e assim sucessivamente. Portanto, contextualizamos e intertextualizamos uma pesquisa arraigada em livros, sites e revistas a fim de expor um trabalho concreto e vir a esclarecer as dúvidas sobre este tema de caráter social e polissêmico. Destaco Hans Jonas, porque tem como ponto de apoio uma ontologia fundada numa finalidade da natureza.

Palavras chave: Aquecimento Global - variabilidade climática - modelos climáticos – Efeito Estufa.



SOME CONSIDERATIONS OF THE HUMAN GEOGRAPHY
REGARDING THE GLOBAL HEATING ANTROPOGÊNICO: IS A WORLD WITHOUT CATRACAS POSSIBLE?


Abstract: What is the Greenhouse effect? Will it be that the Global heating is the Natural Phenomenon or is the Effect of the Human Activity? Is another question that is put if the global observed heating is natural or antropogênico? Many questions, Many answers... This article proposes to analyse on the increase of the global temperature, the Intensification of the greenhouse effect, the Limitations of the models of global climate to climatic natural Variability and the responsibility for the nature. it is realized that one treats this article as an analytical descriptive inquiry, with analysis of the texts by the Studies of the language and of the Analysis of the speech, when for to observe be looked and developing the presence of the speeches used in the matters referring to the global heating and his uses of simple, outstanding language the philosophical, sociological, historical, geographical context and other similar areas, emphasizing the causes, consequences and the political interests integrated the social, political, economical organizations, culturally and so successively. So, contextualizamos and intertextualizamos an inquiry rooted in books, sites and magazines in order to expose a concrete work and come to explain the doubts on this subject of social character and polissêmico. I detach Hans Jonas, because it takes as a point of support an ontology been based on a finality of the nature.

Key words: Global heating - climatic variability - climatic models – Greenhouse effect.


CONSIDERATIONS UNES PAR RAPPORT AUX GÉOGRAPHIE HUMAINE DU RÉCHAUFFEMENT CLIMATIQUE ANTHROPIQUE: UN MONDE SANS CLIQUET EST POSSIBLE?


Résumé: Quel est l'effet de serre? Ce que le réchauffement climatique est un phénomène naturel ou est l'effet des activités humaines? Une autre question qui se pose est de savoir si le réchauffement observé est naturelle ou anthropique? Beaucoup de questions, beaucoup de réponses ... Cet article vise à analyser sur l'augmentation de la température mondiale, l'intensification de l'effet de serre, les limites des modèles du climat mondial à la variabilité naturelle du climat et de la responsabilité de la nature. Il est remarqué que cet article, il est une recherche descriptive analytique, l'analyse de textes pour l'étude de la langue et analyse du discours, en essayant d'observer et de développer la présence des discours utilisés dans les questions relatives au réchauffement de la planète et de ses usages un langage simple, a souligné le contexte philosophique, sociologique, historique, géographique et d'autres domaines connexes, en insistant sur les causes, les conséquences et les intérêts politiques inclus organisations sociales, politiques, économiques, culturelles et ainsi de suite. Par conséquent, une recherche et contextualisée intertextualize enracinée dans les livres, magazines et sites Web afin d'exposer un travail précis et viennent pour répondre aux questions sur le sujet d'un environnement social et polysémique. Mettez en surbrillance Hans Jonas, parce que son point de l'ontologie de soutien basé sur un but de la nature.

Mots-clés: réchauffement de la planète - la variabilité du climat - les modèles climatiques - Effet de serre.


1. INTRODUÇÃO


                   Neste artigo percebemos que o efeito estufa é o aquecimento gradual do planeta provocado pelo acúmulo de certos gases na atmosfera, principalmente dióxido de carbono ou gás carbônico (CO2). Os gases à base de carbono são conhecidos como gases estufa. O efeito estufa tem um lado bom. A camada de gases em torno da Terra serve para manter a temperatura do planeta nos limites adequados para a vida. Sem essa "manta" que retém o calor, a atmosfera seria cerca de 18 graus Celcius mais fria. As maiores emissões de CO2, segundo dados de 1997 expressos em milhões de toneladas anuais, são, pela ordem, dos Estados Unidos, China, Federação Russa, Japão, Índia, Alemanha, Reino Unido e Canadá. Especificamente, os países desenvolvidos assumiram o seguinte compromisso no âmbito do artigo 3.1 do Protocolo de Quioto, Consuelo yatsuda moromizato Yoshida mostrou em seu texto: mudanças climáticas, protocolo de quioto e o princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada. A posição estratégica singular do Brasil. Alternativas energéticas, avaliação de impactos, teses desenvolvimentistas e o papel do judiciário, dizendo que:

As Partes incluídas no Anexo I devem, individual ou conjuntamente, assegurar que suas emissões antrópicas agregadas, expressas em dióxido de carbono equivalente, dos gases de efeito estufa listados no Anexo A não excedam suas quantidades atribuídas, calculadas em conformidade com seus compromissos quantificados de limitação e redução de emissões descritos no Anexo B e de acordo com as disposições deste Artigo, com vistas a reduzir suas emissões totais desses gases em pelo menos 5 por cento abaixo dos níveis de 1990 no período de compromisso de 2008 a 2012. (YOSHIDA, 2008, p. 6)
                   O aspecto negativo do efeito estufa está relacionado à ação do homem. A atmosfera da Terra formou-se lentamente, em bilhões de ano. De repente, em poucas décadas, a grande produção de gases estufa pelo homem ameaça alterar seu equilíbrio, tornando-a cada vez mais espessa, o que resultaria na retenção de mais calor sobre a superfície da Terra. Não há dúvida sobre o papel dos gases no aquecimento global. Mas ainda há discussões sobre o verdadeiro papel do dióxido de carbono emitido por atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis como no caso o petróleo, carvão e a fumaça das queimadas, e é por isso que foram provados os aumentos da temperatura média do planeta nos últimos anos e ainda também já foi exposto o aumento da emissão de gases estufa por atividades humanas. Mas não se estabeleceu ainda uma clara relação de causa e efeito entre esses dois fatos. O aumento da temperatura poderia ser uma oscilação natural do planeta. Estuda-se também o papel dos oceanos. Eles cobrem três quartos da superfície do planeta. Grande parte do carbono é produzido nos oceanos através do fitoplâncton, minúsculos organismos vegetais. Qual a verdadeira capacidade de o mar servir de "depósito " de carbono? É mais um tema em discussão. Mesmo com tantas incertezas, é melhor tomar medidas de redução dos gases estufa antes que seja tarde.


2. AQUECIMENTO GLOBAL: A CONVENÇÃO-QUADRO, O PROTOCOLO DE QUIOTO E O PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE COMUM.



Nós estamos na era do esclarecimento ambiental e aquecimento global é visto como a maior ameaça ao bem estar da população mundial. Hoje em dia muitos investigadores especulam que com o aquecimento global da atmosfera irá haver um aumento das falhas de colheitas relacionadas com a seca em áreas já por si afectadas por esta. Eles acham que as áreas secas ficarão mais secas e as áreas humidas ficarão mais húmidas. Ainda assim tem-se observado que as pessoas estão a mudar-se para regiões que são relativamente menos produtivas, com respeito à produtividade da agricultura do que as terras de que emigraram. Este livro desafia a vista que as secas futuras serão causadas pela alteração do clima ao contrário das actividades humanas e da mudança demográfica. O autor prevê problemas futuros nestes ambientes frágeis, quer ocorra ou não alteração do clima. Este livro intriga investigadores na biologia ambiental, em ciências ambientais, ciência popular, e em agricultura, bem como fabricantes de política e estudantes. ( DOMBROWSKI, 2006, p. 01)


                  Segundo Dombrowski, o Aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Entretanto, o significado deste aumento de temperatura ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas. Isto quer dizer que as causas naturais ou antropogênicas têm sido propostas para explicar o fenômeno. Assim, acredita-se que a grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes antropogênicos na atmosfera é causa do efeito estufa. Em conseqüência disto, a Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor, isso significa dizer que os poluentes atmosféricos estão retendo uma parte dessa radiação que seria refletida para o espaço, em condições normais, mas essa parte retida causa um importante aumento do aquecimento global.
                  Percebe-se aqui, portanto, uma questão fundamental quando se fala em aquecimento global, ou seja, pode-se dizer que é o aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra ocorrido desde meados do século XX e que deverá continuar no século XXI. Além disso, segundo o Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a temperatura na superfície terrestre caracterizou-se um aumento entre 0,74 para 0,18 °C durante o século XX, ou seja, um aumento nas temperaturas globais pode, em contrapartida, causar outras alterações, incluindo aumento no nível do mar, mudanças em padrões de precipitação resultando em enchentes e secas. No entanto, espera-se que o aquecimento global seja mais intenso no Ártico, e estaria associado ao recuo das geleiras, permafrost e gelo marinho. Particularmente os outros efeitos prováveis incluem alterações na freqüência e intensidade de eventos meteorológicos extremos, extinção de espécies e variações na produção agrícola. Dessa forma o aquecimento e as suas conseqüências variarão de região para região, apesar da natureza destas variações regionais ser incerta.
                  A crescente complexidade dos fenômenos ambientais, a ocorrência global concomitante com o aquecimento global que já se verifica e que se prevê continuar no futuro, é a acidificação oceânica, que é também resultado do aumento contemporâneo da concentração de dióxido de carbono atmosférico. É importante chamar atenção para o fato de que o consenso científico é que o aquecimento global antropogênico está a acontecer. Todavia, o debate público e político sobre o aquecimento global ainda continuam. Ainda ficamos uma indagação: Mas, afinal o que foi Protocolo de Quioto? Contudo, entende-se que o Protocolo de Quioto é um acordo internacional que estabelece as metas de redução de gases poluentes para os países industrializados. Ressalte-se, ainda, que o protocolo foi finalizado em 1997, baseado nos princípios do Tratado da ONU sobre Mudanças Climáticas, de 1992, ou seja, visa à estabilização da concentração de gases de efeito estufa para evitar uma “interferência antropogênica perigosa. Como se pode percebe, foi em Novembro de 2009 era composto por 187 estados que assinaram e ratificaram o protocolo. Por esta razão, Consuelo Yatsuda Moromizato Yoshida colocou que a Convenção-Quadro e o Protocolo de Quioto estabeleceram como objetivo final e ele dizia que”:

alcançar a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático. Esse nível deverá ser alcançado num prazo suficiente que permita aos ecossistemas adaptarem-se naturalmente à mudança do clima, que assegure que a produção de alimentos não seja ameaçada e que permita ao desenvolvimento econômico prosseguir de maneira sustentável. (YOSHIDA, 2004, p. 112)


                  É preocupante a crescente complexidade dos fenômenos ambientais, que a maior parte do aumento de temperatura observado desde meados do século XX foi causada por concentrações crescentes de gases do efeito estufa, como resultado de atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis e a desflorestação. Considerando, então, que o escurecimento global, uma conseqüência do aumento das concentrações de aerossóis atmosféricos que bloqueiam parte da radiação solar antes que esta atinja a superfície da Terra, mascarou parcialmente os efeitos do aquecimento induzido pelos gases de efeito de estufa. Em outras palavras os modelos climáticos referenciados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas [IPCC], das Nações Unidas, projetam que as temperaturas globais de superfície provavelmente aumentarão no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100. Como observou o renomado astrofísico inglês Stephen Hawking, afirmando que: “durante anos, parte da comunidade científica se enganou atribuindo o aquecimento aos ciclos naturais do planeta e às mudanças na atividade solar. Hoje existe uma quase unanimidade de que o problema é causado por nós mesmos” (HAWKING, 2001, p. 92). Segundo o IPCC, o efeito estufa, percebe-se por essa leitura que a variação dos valores reflete o uso de diferentes cenários de futura emissão de gases estufa e resultados de modelos com diferenças na sensibilidade climática. A partir daí podemos entender que a maioria dos estudos ter seu foco central no período até o referente ano 2100 espera-se que o aquecimento e o aumento no nível do mar continuem prosperando por mais de um milênio, mesmo que as concentrações de gases estufa se estabilizem. O que seria então o termo aquecimento global?
                  Antes de prosseguirmos com nossa hipótese, é preciso destacar que o termo aquecimento global é um exemplo específico de mudança climática à escala global, ou seja, o termo significa ainda mudança climática, mas, também pode se referir ao esfriamento global. Como se vê, é certo que no uso comum, o termo se refere ao aquecimento ocorrido nas décadas recentes e subentende-se uma influência humana. É a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima que enfatiza, entre outros aspectos, que os países desenvolvidos são os principais responsáveis pelas emissões históricas e atuais, ou seja, essa articulação se concretizou na Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima [UNFCCC] usa o termo mudança climática para mudanças causadas pelo Homem, e variabilidade climática para outras mudanças. Nesse mesmo enfoque é possível situar que o termo alteração climática antropogênica é por vezes usado quando se fala em mudanças causadas pelo Homem. Nesse contexto de interpretação entre as evidências do aquecimento do global incluem-se o aumento observado das temperaturas globais do ar e dos oceanos, o derretimento generalizado dos glaciares e a subida do nível médio do mar gradual das neves eternas e das camadas de gelo dos pólos, aumento do volume dos oceanos, mais chuvas em algumas regiões, mais seca em outras, aumento do número e intensidade de furacões, tufões, tempestades, inundações, desertificações e do fenômeno El Niño, que altera o clima no mundo.
                 Outra perspectiva, mais importante é a principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860, mas os referentes dados com a correção dos efeitos de ilhas urbanas demonstrou que o aumento médio da temperatura foi entre 0.6 a 0.2 °C durante o século XX. É aqui que se demonstra, com todo o vigor os maiores aumentos foram em dois períodos, a saber, primeiramente em 1910 à 1945 e 1976 à 2000, sendo que De 1945 à 1976, houve um arrefecimento que fez com que temporariamente a comunidade científica suspeitasse que estava a ocorrer um arrefecimento global. Partido dessas ponderações, o aquecimento verificado não foi globalmente uniforme. É preciso destacar ainda que durante as últimas décadas, foi em geral superior entre as latitudes de 40°N e 70°N, todavia em algumas áreas, como a do Oceano Atlântico Norte, tenha sucedido um arrefecimento. É provavelmente que os continentes tenham aquecido mais do que os oceanos. Há, portanto, que referir que alguns estudos parecem indicar que a variação em irradiação solar pode ter contribuído em cerca de 45–50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.
                  Vale salientar que a principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações metereológicas em todo o globo desde 1860, no entanto, os dados com a correção dos efeitos de ilhas urbanas expõem que o aumento médio da temperatura foi mais de 0.6 - 0.2 C durante o século XX, inclusive os maiores aumentos foram em dois períodos, a saber, sendo que o primeiro foi de 1910 à 1945 e o segundo foi de 1976 à 2000. É importante perceber que as evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño[2] e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX, exemplos, a saber, os dados de satélite demonstra um espaço restrito de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60 deste referido século. Nota-se que a área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também ficou restrito em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retração das montanhas geladas em regiões não polares durante todo o século XX. Vale ressaltar que as causas das mudanças climáticas ocorreram devido a fatores internos e externos. Esses fatores internos são aqueles associados à complexidade derivada do fato dos sistemas climáticos serem sistemas caóticos não lineares. Fatores externos podem ser naturais ou antropogênicos.
                  Historicamente, o principal fator externo natural é a variabilidade da radiação solar, que depende dos ciclos solares e do fato de que a temperatura interna do sol vem aumentando. Fatores antropogênicos são aqueles da influência humana levando ao efeito estufa, o principal dos quais é a emissão de sulfatos que sobem até a estratosfera causando depleção da camada de ozônio. Com base neste ponto, os cientistas concordaram que fatores internos e externos naturais podem ocasionar mudanças climáticas significativas. No último milênio dois importantes períodos de variação de temperatura ocorreram: um período quente conhecido como Período Medieval Quente e um frio conhecido como Pequena Idade do Gelo. Ainda discorrendo sobre isto, David APPEL, colocou que o "o Período de Aquecimento Medieval, entre 800 e 1300, e a Pequena Idade do Gelo, de 1300 a 1900 – ocorreram globalmente e numa época em que a emissão de gases industriais com efeito estufa ainda não se tinha tornado abundante" (APPELL, 2003, p. 10-11).
                  É nessa passagem extraída de David Appell que podemos perceber que a variação de temperatura desses períodos tem magnitude similar ao do atual aquecimento e acredita-se terem sido causados por fatores internos e externos somente. Em seguida a Pequena Idade do Gelo é atribuída à redução da atividade solar e alguns cientistas concordam que o aquecimento terrestre observado desde 1860 é uma reversão natural da Pequena Idade do Gelo. Por conseguinte as grandes quantidades de gases tem sido emitidos para a atmosfera desde que começou a revolução industrial, a partir de 1750 as emissões de dióxido de carbono aumentaram 31%, metano 151%, óxido de nitrogênio 17% e ozônio troposférico 36%. Vale lembrar que a maior parte destes gases são produzidos pela queima de combustíveis fósseis, como no caso o carvão, petróleo e gás, queima das florestas tropicais, e assim sucessivamente.
                  Partindo dessa interpretação da sociedade, destaco que os cientistas pensam que a redução das áreas de florestas tropicais tem contribuído, assim como as florestas antigas, para o aumento do carbono. No que diz respeito, as florestas novas nos Estados Unidos e na Rússia contribuem para absorver dióxido de carbono e desde 1990 a quantidade de carbono absorvido é maior que a quantidade liberada no desflorestamento, porém nem todo dióxido de carbono emitido para a atmosfera se acumula nela, metade é absorvido pelos mares e florestas. Além disso, apresentam a real importância de cada causa proposta pode somente ser estabelecida pela quantificação exata de cada fator envolvido. Observe-se ainda, que os fatores internos e externos podem ser quantificados pela análise de simulações baseadas nos melhores modelos climáticos. Como bem se expressa, James Lovelock,  a respeito:

O ambientalista que gosta de acreditar que a vida é frágil e delicada e que está em perigo diante da brutalidade do homem, não gosta do que vê quando olha o mundo através de Gaia. A donzela desamparada que ele esperava resgatar, surge como uma mãe canibal saudável e robusta (LOVELOCK, 2001, p. 89-90).


                  Nessa passagem, nota-se claramente, que a influência de fatores externos pode ser comparada usando conceitos de força radioativa. Com esta afirmação a força radioativa positiva esquenta o planeta e uma negativa o esfria. Paralelamente as emissões antropogênicas de gases, depleção do ozônio estratosférico e radiação solar têm força radioativa positiva e aerossóis têm os seus uso como força radioativa negativa. Contudo, os modelos climáticos são simulações climáticas mostram que o aquecimento ocorrido de 1910 até 1945 podem ser explicado somente por forças internas e naturais, mas o aquecimento ocorrido de 1976 a 2000 necessita da emissão de gases antropogênicos causadores do efeito estufa para ser explicado. Vale destacar que a maioria da comunidade científica está atualmente convencida de que uma proporção significativa do aquecimento global observado é causada pela emissão de gases causadores do efeito estufa emitido pela atividade humana. Concluímos que dependemos da exatidão dos modelos usados e da estimativa correta dos fatores externos e é por isso que a maioria dos cientistas concordou que as importantes características climáticas estejam sendo incorretamente incorporadas nos modelos climáticos, mas eles também pensam que modelos melhores não mudariam a conclusão.
                  Outro ponto importante é que os críticos, os irônicos dizem que há inúmeras falhas nos modelos e que fatores externos não levados em consideração poderiam modificar as conclusões acima, mas, esses críticos dizem que as simulações climáticas não têm capacidades de modelar os efeitos resfriadores das partículas, ajustar a retroalimentação do vapor de água e levar em conta o papel das nuvens. Os críticos também expõem que o Sol pode ter uma maior cota de responsabilidade no aquecimento global atualmente observado do que o aceite pela maioria da comunidade científica, enquanto que alguns efeitos solares indiretos podem ser muito importantes e não são levados em conta pelos modelos. Assim, à parte do aquecimento global causado pela ação humana poderia ser menor do que se pensa atualmente.
                  Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, economia e meio ambiente o aquecimento global tem sido fonte de grande preocupação. Percebe-se que algumas importantes mudanças ambientais tem sido observadas e foram ligadas ao aquecimento global. Tomamos por exemplo as evidências secundárias mencionadas como no caso a diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos padrões climáticos, e assim sucessivamente, ou seja, são exemplos das conseqüências do aquecimento global que podem influenciar não somente as atividades humanas, mas também os ecossistemas, inclusive o aumento da temperatura global permite que um ecossistema mude; algumas espécies podem ser forçadas a sair dos seus habitats devido a mudanças nas condições enquanto outras podem espalhar-se, invadindo outros ecossistemas. Em contrapartida, o aquecimento global também pode ter efeitos positivos, uma vez que aumentos de temperaturas e aumento de concentrações de CO2 podem aprimorar a produtividade do ecossistema, sendo que as observações de satélites mostraram que a produtividade do hemisfério Norte aumentou desde 1982, mas por outro lado é fato de que o total da quantidade de biomassa produzida não é necessariamente muito boa, uma vez que a biodiversidade pode no silêncio diminuir ainda mais um pequeno número de espécie que esteja florescendo.
                  É importante evidenciar que a outra grande preocupação é o aumento do nível do mar. Desde então, o nível dos mares está aumentando em 0.01 à 0.02 metros por década e em alguns países insulares no Oceano Pacífico são expressivamente preocupantes, porque cedo eles estarão debaixo de água. Nesta óptica podemos perceber claramente a influência do aquecimento global provoca subida dos mares principalmente por causa da expansão térmica da água dos oceanos, mas alguns cientistas estão preocupados que no futuro, a camada de gelo polar e os glaciares derretam. Em conseqüência haverá aumento do nível, em muitos metros. No presente momento, os cientistas não esperam um maior derretimento nos próximos 100 anos, quando o clima fica mais quente, a evaporação aumenta, e isto provoca pesados aguaceiros e mais erosão, e é por isto que inúmeras pessoas pensam que isto poderá causar os resultados mais extremos no clima como progressivo aquecimento global.
                  Assim, o aquecimento global também pode apresentar efeitos menos óbvios, por exemplo, a Corrente do Atlântico Norte, provocada por diferenças entre a temperatura entre os mares. Contudo, aparentemente ela está diminuindo conforme as médias da temperatura global aumentam, isso significa dizer que áreas como a Escandinávia e a Inglaterra que são aquecidas pela corrente devem mostrar climas mais frios a despeito do aumento do calor global, mas por outro lado o aquecimento global pode trazer conseqüências graves para todo o planeta incluindo plantas, animais e seres humanos, enquanto que a retenção de calor na superfície terrestre pode influenciar fortemente o regime de chuvas e secas em várias partes do planeta, afetando plantações e florestas.
                  Notadamente algumas florestas podem sofrer processo de desertificação, enquanto plantações podem ser destruídas por alagamentos, e com isso o resultado é o movimento migratório de animais e seres humanos, escassez de comida, aumento do risco de extinção de várias espécies animais e vegetais, e aumento do número de mortes por desnutrição. O outro grande risco do aquecimento global é o derretimento das placas de gelo da Antártica, mas esse derretimento já vinha processando há milhares de anos, por um lento processo natural, mas a ação do homem e o efeito estufa aceleraram o processo e o tornaram imprevisível.
                  A calota de gelo ocidental da Antártida está derretendo a uma velocidade de 250 km cúbicos por ano, elevando o nível dos oceanos em 0,2 milímetro a cada 12 meses. O degelo desta calota pode fazer os oceanos subirem até 4,9 metros, cobrindo vastas áreas litorâneas pelo mundo e ilhas inteiras. Os resultados também são escassez de comida, disseminação de doenças e mortes. O aquecimento global também acarreta mudanças climáticas, o que é responsável por 150 mil mortes a cada ano em todo o mundo. Só no ano passado, uma onda de calor que atingiu a Europa no verão matou pelo menos 20 mil pessoas. Os países tropicais e pobres são os mais vulneráveis a tais efeitos. A Organização Mundial da Saúde [OMS] atribui à modificação do clima 2,4% dos casos de diarréia e 2% dos de malária em todo o mundo. Esse quadro pode ficar ainda mais sombrio: alguns cientistas alertam que o aquecimento global pode se agravar nas próximas décadas e a OMS calcula que para o ano de 2030 as alterações climáticas poderão causar 300 mil mortes por ano.
                 O aquecimento global é o aumento da temperatura terrestre em todo o planeta, e tem preocupado a comunidade científica cada vez mais. Acredita-se que seja devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos em nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito Estufa, tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs. Há muitas décadas que se sabe da capacidade que o Dióxido de Carbono tem para reter a radiação infravermelha do Sol na atmosfera, estabilizando assim a temperatura terrestre por meio do Efeito Estufa, mas, ao que parece, isto em nada preocupou a humanidade que continuou a produzir enormes quantidades deste e de outros gases de Efeito Estufa. Desmatamento, queimada de florestas e matas também colabora para este processo.
                  Segundo as medições da temperatura para épocas anteriores a 1860, desde quando se tem feito o registro das temperaturas em várias áreas de globo, as medidas puderam ser feitas a partir dos anéis de árvores, de sedimentos em lagos e nos gelos, o aumento de 2 a 6 ºC que se prevê para os próximos 100 anos seria maior do que qualquer aumento de temperatura alguma vez registrado desde o aparecimento da civilização humana na Terra. Desta forma torna-se assim quase certo que o aumento da temperatura que estamos enfrentando é causado pelo Homem e não se trata de um fenômeno natural. Conseqüências do aquecimento global Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas; Desertificação: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas.
                  Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas em nosso planeta; Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas; Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas têm sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças. O protocolo de quioto que é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Os E.U.A, infelizmente, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país. No caso de não se tomarem medidas drásticas, de forma a controlar a emissão de gases de Efeito Estufa é quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que continuará indefinidamente, e cujos efeitos serão piores do que quaisquer efeitos provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos provavelmente assistir às maiores catástrofes naturais causadas indiretamente pelo Homem, alguma vez registradas no planeta. A criação de legislação mais apropriada sobre a emissão dos gases poluentes é de certa forma complicada por também existirem fontes de Dióxido de Carbono naturais, o qual manteve a temperatura terrestre estável desde idades pré-históricas, o que torna também o estudo deste fenômeno ainda mais complexo. As analogias mais próximas que se podem estabelecer são com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica ou com o drástico arrefecimento global que levou à extinção dos dinossauros. O que existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa, por todo o planeta tanto no nível da fauna como da flora. Esta analogia vem reforçar os modelos estabelecidos, nos quais prevêem que tanto os ecossistemas naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser fortemente pressionados e postos em perigo.


 CONCLUSÃO

                   Concluímos que a responsabilidade do homem que tem pela natureza humana é de tal monta, que a proteção implica automaticamente a proteção do outro, ou seja, nós temos que respeitar a natureza humana; a atividade antrópica, da mesma forma que vem sendo decisiva para a degradação da qualidade ambiental e da vida no planeta, ela é também decisiva para a reversão deste processo, cuja manifestação mais preocupante são as drásticas mudanças climáticas em nível global, com grandes questões importantes que  merecer a atenção dos Poderes Públicos e da sociedade brasileira para a adequada formulação dos rumos das políticas públicas relativas às alternativas energéticas, a saber, a hidroenergia, termoenergia e agroenergia, em especial, ponto crucial das políticas de desenvolvimento nacional em tempos de mudanças climáticas globais e vigência do Protocolo de Quioto. De fato, Karl-Otto Apel frisou que: “[...] a responsabilidade de principio dos seres humanos uns pelos outros é uma relação potencial que só se torna atual em conformidade com efetivo avanço de poder” (APEL, 1988 p. 146). É nesta linha de raciocínio que segundo Hans Jonas, argumentava que:

Precisamos da ameaça a imagem humana - e de tipos de ameaça bem determinados - para, com o pavor gerado, afirmarmos uma imagem humana autentica. Enquanto o perigo for desconhecido não se saberá o que há para se proteger e por que devemos faze-lo: por isso, contrariando toda lógica e método, o saber se origina daquilo contra o que devemos nos proteger (...) só sabemos o que esta em jogo quando sabemos que isto ou aquilo esta em jogo. (JONAS, 2006, p.71).

                   Portanto, “ O futuro é, ao mesmo tempo, condição de possibilidade de continuidade da humanidade e também o espaço dos efeitos possíveis e longínquos da ação humana” (SANTOS, 2009 p.6).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


APEL, K O. Responsabilidade hoje – Já Somente Principio da Autoconservação e Autolimitação e Realização da Humanidade?. In: Ética e Responsabilidade: o problema da passagem para a moral pós-convencional. Lisboa: Instituto Piaget, 1988.

APPEL, David. Bate-boca – Afirmação de que Aquecimento Global não é induzido pelo homem reacende debate. Revista Scientific American, agosto de 2003, número 15, p. 10-11.

DOMBROWSKI, Daniel A. Aquecimento Global, Qual O Futuro?. Publicado em: fevereiro 19, 2006. Disponível em: << http://pt.shvoong.com/books/125192-aquecimento-global-qual-futuro/>>. Acesso: 23/01/2011.

EGOSHI, Koiti. A verdade sobre o aquecimento global. Publicado no Infobibos em 06/08/2007. Artigo em Hypertexto. Disponível em: <<http://www.infobibos.com/Artigos/2007_3/aquecimentoglobal/Index.htm>>.Acesso em: 23/1/2011.

HAWKING, Stephen. A natureza contra-ataca. Revista Veja, São Paulo, n. 15, p. 92, 18 abr. 2001.

JONAS. H. O Principio Responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. Rio de janeiro: Contraponto: ED PUC-RIO, 2006.

LOVELOCK, James. Gaia – Um Modelo para a Dinâmica Planetária e Celular. In: THOMPSON, William Irwin e Outros. Gaia – Uma Teoria do Conhecimento. São Paulo: Gaia, 2001.

YOSHIDA, Consuelo Yatsuda Moromizato. O Protocolo de Kyoto e o princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada. A experiência e a contribuição japonesas. In: FIGUEIREDO, Guilherme José Purvin de (Coord.). Direito ambiental em debate. Rio de Janeiro: Esplanada, 2004, v.2. p. 109-120.

YOSHIDA, Consuelo Yatsuda Moromizato. Mudanças climáticas, Protocolo de Quioto e o Princípio da Responsabilidade comum, mas diferenciada. A posição estratégica singular do Brasil. Alternativas energéticas, avaliação de impactos, teses desenvolvimentistas e o papel do Judiciário. 2008. BRASIL Disponível em: <<http://www.planetaverde.org/mudancasclimaticas/index.php?ling=por&cont=artigos>>. Acesso: 23/01/2011.

SANTOS, R. O Problema da Técnica e a Critica à Tradição na Ética de Hans Jonas. In: Dissertatio, Pelotas: EDGUFPEL, 2009.

SCARBELLI & DARÓS. Vivência e descoberta em geografia, 7ª série - Ed. renov. - São Paulo : FTD, 1996.


[1]Graduado em Licenciatura em História pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB] e Graduando em Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB].
[2] O El Niño é uma alteração significativa de curta duração, que varia de 12 a 18 meses em torno da distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, com profundos efeitos no clima. Em conseqüência disto, estes acontecimentos modificam um sistema de flutuação das temperaturas daquele oceano chamado Oscilação Sul e, por essa razão, são referidos muitas vezes como OSEN (Oscilação Sul-El Niño), mas o seu papel no aquecimento e arrefecimento global é uma área de intensa pesquisa, ainda sem um consenso.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ORIGEM, REVOLUÇÃO CHINESA E O ESTABELECIMENTO DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA: INTERFACES SÓCIO-IDEOLOGICAS MARXISTAS-LENINISTAS EM MAO TSÉ-TUNG.

ORIGEM, REVOLUÇÃO CHINESA E O ESTABELECIMENTO DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA: INTERFACES SÓCIO-IDEOLOGICAS MARXISTAS-LENINISTAS EM MAO TSÉ-TUNG.

Luciano Bezerra Agra Filho

Resumo: O que foi a Revolução Chinesa? Muitas perguntas, muitas respostas...Como era a China antes da revolução? Como foi a Revolução Chinesa? Como ficou a China depois da Revolução? Em que consistiam as maiores personalidades da Revolução Chinesa, em Mao tse-tung, (1893-1976)? O que foi a Revolução Cultural Chinesa? Percebe-se que a revolução chinesa foi uma luta nacionalista, que iniciou-se no século XX,  a fim de que os chineses ordenassem a China sem intervenção de nenhum outro país, tendo uma vitória Socialista. Ainda ficam algumas indagações: O que foi a Guerra do Ópio? Quem liderou a Guerra do Ópio? Qual os principais acontecimentos da Guerra do Òpio? Quais foram as conseqüências da guerra do ópio?

Palavras-Chave: Origem – Imperialismo – República Popular da China – Mão Tse-Tung.


ORIGEM, REVOLUÇÃO CHINESA E O ESTABELECIMENTO DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA: INTERFACES SÓCIO-IDEOLOGICAS MARXISTAS-LENINISTAS EM MAO TSÉ-TUNG.

ABSTRACT: What went to Chinese Revolution? Many questions, many answers... How it was China before the revolution? How it went to Chinese Revolution? How it was China after the Revolution? Of what there were consisting the biggest personalities of the Chinese Revolution, of Hand tse-tung, (1893-1976)? What went to Cultural Chinese Revolution? It realizes that the Chinese revolution was a struggle nationalist, who began in the century XX, so that the Chinese ordered China without intervention of any another country, having a Socialist victory. They are still some investigations: What went to War of the Opium? Who led the War of the Opium? Which the principal events of the War of the Òpio? What were the consequences of the war of the opium?

Key words: Origin – Imperialism – People's republic of China – Hand Tse-Tung.



ORIGINE RÉVOLUTION CHINOISE ET LA MISE EN PLACE DE LA RÉPUBLIQUE POPULAIRE DE CHINE: SOCIAL INTERFACES IDÉOLOGIE MARXISTE-LÉNINISTE EN MAO ZEDONG.


Résumé: Quelle a été la révolution chinoise? Beaucoup de questions, beaucoup de réponses ... Comment était la Chine avant la révolution? Comment a été la révolution chinoise? Comment la Chine après la révolution? En quoi consistait les plus grandes personnalités de la révolution chinoise de Mao Tsé-toung (1893-1976)? Quelle a été la Révolution culturelle chinoise? Il est remarqué que la révolution chinoise était une lutte nationaliste, qui a commencé au XXe siècle, les Chinois comme la Chine ordonnés sans l'intervention d'un autre pays, avec une victoire socialiste. Il ya encore quelques questions: Quelle a été la guerre de l'opium? Qui conduit la guerre de l'opium? Quels événements majeurs de la guerre de l'opium? Quels ont été les conséquences de la guerre de l'opium?

Mots-clés: Source - l'impérialisme - République populaire de Chine - Mao Tse-Tung.



INTRODUÇÃO

                 A Revolução Chinesa figura, junto a Revolução Russa e a Revolução Cubana, como uma das grandes revoluções desse século. De cunho socialista, ela transformou radicalmente todos os setores da vida de um povo que como população nacional corresponde, na atualidade, um quinto da população mundial sendo a maior do mundo, sejam mudanças políticas, econômicas, administrativas, sociais, culturais e assim sucessivamente. Por tudo isto, John Chan, colocou sobre os Sessenta anos da Revolução Chinesa dizendo o que:

Estas celebrações não estão em desacordo com o maoísmo e a Revolução Chinesa de 1949, mas são o seu resultado lógico. O PCC foi formado em 1921, influenciado pela Revolução Russa de 1917 com base no marxismo. No entanto, foi rapidamente impactado pela ascensão do stalinismo na União Soviética. Sob condições em que o primeiro estado operário estava isolado, o grupo de Stalin, representando os interesses de um aparato burocrático conservador, usurpou o poder após a morte de Lenin, em 1924, com base na rejeição do internacionalismo socialista. (CHAN, 2009, p. 01)


                  Podemos perceber neste fragmento extraído acima, que essa revolução é processada de um modo universal e ao mesmo tempo singular em relação a outros fatos semelhantes ocorridos em outras regiões do mundo. Para compreendê-la é necessário compreender não somente os fatos ocorridos durante seu processo de acontecimento, é necessário analisar, intertextualizar, contextualizar as circunstâncias anteriores que levaram a revolução, sua trajetória esta diretamente intrínseca ao passado da China e de seu povo, suas tradições, e costumes, as idéias das várias correntes revolucionárias, suas contribuições e divergências entre si.
                   Diferente da Revolução de 64 ocorrida no Brasil, a revolução Chinesa foi uma revolução no sentido estrito da palavra, ou seja, uma mudança radical e drástica de uma situação vigente, a revolta de uma classe dominada contra uma classe dominante culminando conseqüentemente com a derrubada da última pela primeira, e não um golpe onde, como no Brasil em 64, se muda somente uma forma de governo ou uma classe dominante.
                    A força desse movimento esta no fato dele ser vindo do próprio interior do povo chinês, embora tenha seus grandes revolucionários buscando apoio em teorias socialistas vindas do Ocidente, ela somente teve sucesso por que buscou embora usando métodos importados, a superação e a resposta para seus problemas no próprio interior, na história do seu povo, em suas milenares tradições de um povo que difere do que pregam muitos autores, nunca foi submisso a dominação estrangeira, isso provocado através das várias revoltas sufocadas durante o longo de suas história.
                    Vale ressaltar, que a revolução Chinesa foi uma revolução no sentido estrito da palavra, uma revolução de cunho socialista violenta como todas elas. Percebe-se, que uma revolução não é uma festa, nem simplesmente escrever um ensaio, ou até mesmo pintar um quadro, ou ainda fazer um bordado. E não pode ser muito refinada, lentamente e suave, nem comedida, gentil, cortês, discreta e magnânima. Como se vê, uma revolução é uma insurreição, um ato de violência mediante o qual uma classe subjuga a outra, e é por isso que Mão Tse-Tung[2] estava certo ao argumentar, meditar e a falar essas palavras, e assim ocorreu a revolução Chinesa.
                     No decorrer das próximas páginas, será explicada o porque dessa revolução, o seu desenrolar, seus grandes momentos, os elementos fundamentais que explicam, que contribuíram, o fim do processo revolucionário armado e as perspectivas dessa revolução que ainda não acabou, que gradualmente, passo a passo procura instaurar na China um socialismo, coerente comum as características chinesas, assim mesmo depois do fim do processo armado a revolução continua a trilhar seus caminhos.


UM PEQUENO RELATO DA HISTÓRIA DE UMA GRANDE NAÇÃO


                 Terra, esse é o principal elo de união do povo chinês. Assim como a terra gira em torno do sol, a sociedade chinesa vive em torno da terra, é impossível compreender a história chinesa sem estudar e compreender as grandes ligações históricas do povo chinês com a terra. A história da China remonta de mais de dois milênios, sempre ligada a terra como base principal de sua economia, essa ligação com a terra influenciou direta ou indiretamente todos os movimentos revolucionários chineses, até a Revolução Chinesa pois essa teve como classe mais importante o campesinato. As rebeliões camponesas são um elemento essencial na construção da história chinesa, elas têm o mesmo papel, importante, das ocorridas na Europa Medieval. Enquanto a Europa viveu cerca de um milênio, com o sistema feudal a China conviveu com o feudalismo do século VI a.C, até praticamente o início da revolução. Assim a partir das contradições desse sistema, principalmente a grande opressão contra os camponeses, houve dezenas de revoltas que chegaram até derrubar dinastias. Segundo Han Suyin argumentou que: No ano 17 D.c., que foi de terrível seca, dois camponeses, Wang Kuang e Wang Feng, organizaram um exercício e atacaram os latifúndios, em 184 D.c., uma rebelião camponesa maciça, chamada de Revolta dos Turbantes Amarelos, abalou o regime do Han Oriental que caiu. (SUYIN, 1969, p. 27). Com referência a isso, José Renato Salatiel, relatou que:


[...] O clima de revolta contra os estrangeiros e os senhores feudais incentivou levantes populares como a Revolução Celestial Taiping (1851-1864) e as rebeliões dos Nain (1851) e dos Boxers (1900-1901). O sentimento anticolonialista entre os camponeses - que, correspondendo a 80% da população, eram a grande força militar do país - foi canalizado na formação do Kuomintang (Partido Nacionalista Chinês). O partido foi criado por Sun Yat-sen (1866-1925), que proclamou a República entre 1911 e 1912. Mas mesmo tendo derrotado a monarquia feudal, os nacionalistas não conseguiram manter o poder, que foi transferido para senhores da guerra ligados às potências estrangeiras. Na prática, portanto, pouca coisa mudou.[...] (SALATIEL, 2009, p. 01)


                O sistema feudal chinês teve várias particularidades únicas entre elas há o feto que ele passou em sua maior parte do tempo com seu poder político centralizado, mesmo havendo grandes poderes nas mãos dos grandes latifundiários, o que permitia a construção de grandes obras do Estado como irrigação, drenagem e etc,. outra de suas particularidades é a substituição, a partir do século III D.c da aristocracia feudal por uma nova elite surgida, a dos burocratas do governo e dos intelectuais, surgia agora uma literocracia, um governo baseado no direito divino de saber ler. Essa literocracia amainava as revoltas camponesas, utilizando de concessões reformistas para impedir o declínio das casas imperiais, mas isso foi em vão. Além dos problemas internos com suas classes sociais, em contradição, fato esse aumentava nos períodos da seca ou inundação o que não era fato excepcional na China, esta manteve que conviver com várias invasões estrangeiras, os mongóis no século XVIII, os Mandchus no século XVIII, que fundaram a última dinastia chinesa a dos Sings, e principalmente a das potencias imperialistas do século passado. É nesse contexto que José Renato Salatiel argumentava que:

Considerada um dos berços da civilização, a China desenvolveu a escrita, o Estado e várias tecnologias - como a fundição de ferro e bronze, fabricação de tecidos, indústria naval e imprensa - muito antes do Ocidente. Enquanto os gregos inventavam a filosofia ocidental e a democracia, entre os séculos 8 e 3 a.C. os chineses faziam a transição da sociedade escravista para o regime feudal, com amplo desenvolvimento cultural e científico. Foi também um período marcado por guerras entre os senhores feudais, até que a dinastia Qin instituiu o primeiro Estado centralizador, com o objetivo de unificar o país e resolver os conflitos internos. Os dois mais famosos legados da China feudal são da dinastia Qin: a Grande Muralha e o Exército de Terracota. Nos séculos seguintes, a disputa entre dinastias ora centralizava ora descentralizava o poder no Estado chinês. Durante a dinastia Ming (1368-1644), no século 14, o país possuía a mais avançada frota naval do mundo. Porém, a expansão mercantilista foi proibida pelo sistema feudal, influenciado por aspectos mais conservadores da doutrina de Confúcio (551 a.C.- 479 a.C.). Isso contribuiu para a ascensão da monarquia absolutista Qing e o atraso econômico, social e industrial da China em relação à Europa. Foram essas desvantagens frente aos impérios coloniais do século 19, somadas a instabilidades internas causadas por rebeliões camponesas, que deixaram o país suscetível a interferências de nações imperialistas. Após a primeira Guerra do Ópio (1840), contra a Inglaterra, o país foi praticamente retalhado em colônias inglesas, francesas, alemãs, japonesas e americanas. (SALATIEL, 2009, p. 01)


E ASSIM CHEGOU O IMPERIALISMO


                 A partir do século XIX a China começa a ser alvo da expansão imperialista que agora de forma mais organizada e predatória e aproveita-se da fragilidade da dinastia Manchu[3], que não era aceita pelo povo chinês por ser de origem estrangeira, além de outros problemas sócio-econômicos. Confirma-se, portanto, que Han Suyin disse o seguinte:

O duplo impacto da agressão ocidental e da desintegração interna devido a corrupção e ineficiência dos Mandchus, destrocou a economia chinesa. A destruição da base econômica do feudalismo, a economia agrária, criou uma mercadoria e um mercado de mão de obra, e abriu a possibilidade do desenvolvimento do capitalismo na China. (SUYIN, 1969, p. 31-32).


                 A Ásia Oriental sofreu diferente da África, exceto, a dominação colonial das potências européias dos séculos XVI – XVIII, estas somente exerciam um comércio controlado pelo Estado. Na China o comércio anterior era controlado e organizado pelo governo através de uma associação comercial denominada Ko Hung, em Catão[4]. Isso ia de encontro aos interesses das potencias imperialistas da época. Ainda discorrendo sobre isto, Suyin colocou que: “O capitalismo monopolístico ocidental estava exportando capital para as áreas dominadas, a fim de beneficiar-se com a mão-de-obra e matérias-primas baratas, e porque temia o surgimento de potências industriais asiáticas rivais.” (SUYIN, 1969, p. 32).
                  Através de tratados iníquos[5], direitos extraterritoriais, indenizações de guerra, concessões, ocupação por tropas estrangeiras, massacres e saques das cidades chinesas. Um marco disso é a primeira Guerra do Ópio (1839 – 42)[6], era o pretexto, o ponto de partida da dominação estrangeira imperialista. Depois de várias tentativas da dominação estrangeiras imperialista. Depois de várias tentativas pacíficas de dominação os imperialistas ingleses-europeus mais fortes na região, declaram guerra à China. Essa oportunidade surgiu depois da destruição de um carregamento de ópio inglês, que foi seguida de uma expedição naval, que após bombardear Nanquim o primeiro dos tratados iníquos, obtendo a Inglaterra, a ilha de Hong Kong, a abertura de outros cinco portos, uma indenização de guerra e o fim do monopólio comercial de Ko Hung. Depois a França e os EUA, em 1844 conseguem vantagens semelhantes, as últimas resistências do débil governo imperial foram destruídas por novas intervenções estrangeiras [a segunda[7] e a terceira[8] guerra do ópio em 1856 e 1858], que conduziu ao tratado de Pequim em 1860, abrindo aos ocidentais outros onze portos além de indenizações de guerra e concessões extra territoriais. Além dessas, outras investigações estrangeiras consolidaram a dominação imperialista na China. Esses fatos não ocorrem com a subserviência do povo chinês, este resistiu às investidas estrangeiras. A elite dominante em sua maioria era subserviente aos estrangeiros, a dinastia imperial não era aceita pelo povo. O povo resistiu a dominação estrangeira através de sociedades secretas e rebeliões de tendências xenófobas, coletivas, progressistas e igualitárias como a Revolução dos Taipings[9] e a Insurreição dos Boxers[10]. Quais foram as causas da revolta de taiping?


REVOLUÇÃO: A BUSCA DE NOVOS CAMINHOS

                  A partir de meados do século passado com o imperialismo começa a chegar na China idéias políticas ocidentais que influenciaram os indivíduos que lutavam contra a dominação estrangeira. Tendo como idealismos máximos Liang Ch’i-Ch’ao[11] e depois Sun Yat-sen[12], iniciou-se um movimento revolucionário que tinha como objetivo trazer pra China as idéias e realizações do Ocidente, era um movimento que pregava o anti imperialismo, a democracia, a centralização do Estado e sua modernização, o que seria uma revolução democrática burguesa e alcançou maior penetração na pequena elite capitalista nacional. Esse movimento, republicano, teve como conseqüência máxima a proclamação da república em 1911, só que como todas as revoluções de caráter burguês, não superou os grandes problemas e contradições do povo chinês. É nesse contexto, que Rubin Santos Leão de Aquino, nos mostrou que:

Mesmo após a proclamação da república, China não se livrara da anarquia interna e da pressão do imperialismo crescendo as rivalidades entre norte-americano e japoneses. Contudo mudanças ocorriam face ao desenvolvimento das industrias, favorecidas pela disponibilidade de mão-de-obra barata. O proletariado uno aumentava e constantes greves evidenciavam crescente descontentamento. A grande maioria da população compunha-se de camponeses pobres, cujas dificuldades aumentavam com o continuo fracionamento da terra, com a elevação das taxas de arrendamentos do solo, com as freqüentes guerras e inundações decorrentes das cheias dos rios. (AQUINO, 1988, p. 117)


                  A pequena elite capitalista não tinha força militar, esta ainda estava nas mãos dos latifundiários, o operário era pouco e nem todos os camponeses eram favoráveis a revolução, isto por causa de longa tradição de serviência baseadas nos ensinamentos de Confúcio. Com a proclamação da república Sun Yat-sen é declarado o primeiro presidente da China, mas logo depois aproveitando-se da fragilidade do governo Yuan Shikai[13], general chinês que liderando a classe militar e mais reacionária do novo regime tomou as rédeas do poder colocado o Kuomitang (Partido Nacional Chinês, fundado por Sun Yat-sen),[14] e exilado Sun Yat-sem, fora-da-lei. Em 1919 Sun exilado volta a China para continuar a luta.
                   Nesse ano a península de Chanfung é invadida pelo Japão e tem sua ocupação endossada pelos aliados durante a Conferência de Versalhes, é um período de efervescência de idéias de movimentos culturais e políticos que culminou com o movimento de 4 de maio. Esse movimento, considerado o marco para a verdadeira luta antiimperialista, iniciou-se com um protesto de mais de 5 mil estudantes que marcharam pela ruas de Pequim e desencadeou uma séries de greves e protestos de fins políticos, somente antiniponicas o que fez com que o governo de Pequin rende-se anunciando que se recusaria a assinar o tratado de paz de Versalhes, é aí que surge no contexto revolucionário duas correntes de idéias: uma que pretendia manter intactas as estruturas sociais tradicionais da China revestindo-a de uma cultura moderna ocidentalizante e outra que achava necessária transformação radical das relações sociais e conseqüentemente uma transformação da cultura.
                  Em 1921, Sun Yat-Sem é reeleito presidente da China começando uma violenta luta contra os senhores da guerra e os outros requisitos do antigo regime. O kuomitang se volta para Rússia se aliando a seu opostos o Partido Comunista Chinês, e o governo acontece o I congresso do Kuomitang que assume três opções políticas, a saber, voltar-se para a Rússia, unir-se com o PCC e uma unidade de ação a das massas a favor dos camponeses e operários com base dos princípios de nacionalidade, democracia e solidariedade entre classes, e isso durou até 1925 quando, de câncer, morre Sun Yat-sem. Com a morte de Sun assume o poder de Chiang Kai-shek[15], líder da força militar do Kuomitang, que seguiu uma linha dura e autoritária mantendo-se no poder até 1949, em um governo tumultuado e marcado por uma guerra civil. É no governo Chiang que o Kuomitang deixa claro sua opção pelos interesses da burguesia chinesa, inicia-se em seu governo um período de repressão ao movimento comunista que tem sua ruptura oficial com o governo em 1927 depois do massacre de líderes sindicais e membros do PCC que havia libertado Xangai das mãos do senhor da guerra local através de uma insurreição popular. Em seu governo expande-se o domínio o Japão que a partir da primeira década do século se torna mais agressivo de insistente querendo tornar a China em um protetorado seu, fonte de matérias-primas. O Kuomitang pouco fez contra o gradual invasão japonesa, e achava melhor primeiro destruir o poder vermelho interno e depois lutar contra a invasão estrangeira.

AÍ VEM OS COMUNISTAS

                  Depois da Revolução de 1917, os movimentos revolucionários de todo mundo passaram a ter uma corrente ideológica de maior predominância, a dos comunistas que com a vitória do movimento russo passaram a dianteira do mundo. Partidos comunistas foram fundados em todo mundo inclusive na China. Em 1921 foi fundado o Partido Chinês[PC], que teve origem de grupos de estudos Marxistas que aproveitaram idéias de Marx e Engels vindas com outras idéias ocidentais e teve como introdutores Li Ta-Chao[16] e  Ch'en Tu-hsiu[17], os quais eram amigos de Mão Tse-tung, o maior expoente marxista e revolucionário da China. De acordo com a leitura de Hedda Garza, notamos que:

Em 1921, o Comitern, fundado por Lênin para dirigir o movimento socialista a nível mundial ordenou a fusão de todos os grupos marxistas da China em um único partido. Logo em seguida Ch’Em e Li organizaram uma conferência na possessão francesa de Xangai, reunindo representantes de 57 grupos marxistas no I Congresso do Partido Comunista Chinês. (GARZA, 1988, p. 29)


                  A partir de sua fundação o PCC foi orientado por idéias vindas de Moscou, teve vários períodos de unidade com o Kuomitang, também por orientações russas, primeiramente quando de sua fundação até a morte de Sun Yat-Sem, após a morte de Sun Chiang começa uma onde de repressão contra o PCC o que tem como conseqüência a ruptura da frente unida. Mesmo depois de muitas fracassadas tentativas de uma frente unida entre o PCC e o Kuomitang, o Comintern[18] continuou a direcionar o PCC para este intenso que causou o aparecimento de correntes divergentes de pensamentos dentro do PCC. Mão Tse-Tung faxia parte de uma das correntes oposicionistas as idéias vindas de Moscou, alem de surgirem várias polêmicas teóricas sobre a classe revolucionária mais importante na China: o campesinato ou o proletariado urbano.
                  Obedecendo a orientação da III internacional, e do governo soviético o PCC segue as diretrizes de que a revolução deve ser dirigir pelo proletário urbano, só que, várias tentativas revolucionárias partidas dessa idéia fracassaram, a exemplo disso temos a Revolta da Colheita de Outono que fracassou e que causou a morte de milhares de revolucionários. A partir desse fracasso inúmeros revolucionários inclusive Mão Tse-Tung, começaram a crer que a verdade era a classe dirigente da revolução era o campesinato e que além de nacionalistas a revolução precisava ser efetivamente social. A luta armada deveria ser vista como uma luta de classe, e o terreno decisivo dessa luta estava no campo e não na cidade. Em uma sociedade eminentemente agrária, a bandeira a ser levantada seria a terra é unicamente de quem trabalha. (BEZERRA, 1987, p. 47).


MAO TSÉ-TUNG - O GRANDE TIMONEIRO

                  A Revolução Chinesa como um grande espetáculo teve uma grande estrela, que participou de todos os importantes fatos do processo revolucionário, esta estrela é Mao Tse-Tung. Filho de camponeses, teve sempre um espírito revolucionário, forte e impulsivo, nascido em 1893 em SHAOSHAN, na província de Hunan[19] e teve dois outros irmãos mais novos. Até os 6 anos teve uma vida melhor que a dos outros camponeses, aos 8 começou a estudar fazendo depois, um curso de treinamento de professores depois, Direito. Por conflitos com seu pai, saiu de casa para estudar em Changsha[20], capital da província. Em 1911 entra para o exército de Sun, participa de vários movimentos sociais, ajuda a fundar o PCC em 1921, líderes a longa marcha de 1934 a 1935 e em 1949 com a vitória dos comunistas torna-se o primeiro presidente da República Popular da China.


O INÍCIO DA REPÚBLICA SOCIALISTA E A LONGA MRCHA:


                Embora com as várias tentativas de formação de uma frente unida, entre Kuomitang e o PCC, estes sempre foram antagônicos, e sempre viveram em constantes atritos, a partir de 1930, Chiang aumenta a repressão contra o PCC com campanhas de cerco e aniquilamento das bases vermelhars (localizadas sobre o domínio comunistas nas quais se tentava em com a organização socialista em pequena escala), que já contava em com a população de 9 milhões de habitantes. Sempre sem êxito até que em 1930 inicia uma campanha com 900 mil homem do exército do Kuomitang, que se viu obrigado a fazer uma retirada estratégica que ficou conhecida como a longa Marcha.
                  Durante um pouco mais de um ano esquivando-se do exército nacionalista, enfrentando fome e frio, Mão liderando o exército vermelho (cerca de cem mil homens) sai de Kianesi, no sul da China e apenas 20 000 chegam ao norte em Yenan na província de Shensi, aí os comunistas aprofundam questões teóricas sobre a revolução alem de fazerem experiências sobre a estrutura de organização da sociedade socialista. De Yenam parte uma ofensiva contra os japoneses que desde a década de 30 vinha ocupando o território da China. Enquanto exército nacionalista pouco fazia contra a invasão japonesa, o que causava revolta do povo chinês, o exército vermelho aos poucos iam se tornando a maior força de resistência ao invasor japonês.
                  Em 1937, com a intensificação da invasão japonesa é formada uma frente unida entre o PCC e o Kuomitang e o governo da China comunista(zonas liberdade e dirigidas pelo exército vermelho que em 1944 tinha 100 milhões de habitantes e correspondia a China setentrional e centro meridional). Não era um governo de coalizão e se uma trégua dada ao PCC para que este prosseguisse com a luta antiniponica. Durante a II Guerra mundial depois da declaração de guerra dos EUA contra o Japão, este (EUA) passa a mandar armamentos para China Nacionalista para que esta lutasse com o Japão. Com as expulsão dos japoneses do território chinês e o fim da II guerra mundial em 45, inicia-se a última guerra civil na China. O PCC agora com o apóio maciço da população após mais 4 anos de luta, em 49 derruba o governo de Chiang e em 1º de outubro de 49 proclama a República Popular da China tendo Mão Tse Tung como primeiro Presidente.
A REPÚBLICA POPULAR DA CHINA

                  Segundo, o jornalista e professor universitário José Renato Salatiel afirmou que:

A China era então um país pobre, atrasado e completamente destruído por mais de duas décadas de guerras e batalhas domésticas. Nas três décadas seguintes, Mao Tse-tung fez do país um dos maiores laboratórios da experiência socialista do século passado, grande também em seus desastres. No decorrer do Grande Salto Adiante (1958-1961), campanha que tinha como objetivo modernizar a China aumentando a produção agrícola e acelerando a industrialização, cerca de 20 milhões de pessoas morreram de fome. Já a Revolução Cultural (1966-1967, 1972-1973 e 1975-1977), movimento de caráter ideológico que iniciou o culto ao líder Mao Tse-tung, foi um dos períodos mais traumáticos da história do país. Intelectuais e pessoas consideradas inimigas do partido eram executadas pelos "guardas vermelhos", enquanto outros eram perseguidos e exilados do país. Foram estes primeiros fracassos do regime comunista que levaram o PCC - tendo à frente Deng Xiaoping (1904-1997), que se tornou líder máximo após a morte de Mao - a promover reformas políticas e econômicas entre 1978 e 1980. As reformas tiveram como maior característica a abertura do mercado. Com a queda dos governos comunistas no Leste Europeu, supunha-se que a China encontraria o mesmo caminho aberto pelas reformas na economia, rumo à democracia liberal. Não foi o que aconteceu. O país adotou um sistema que combina protecionismo e livre mercado, propriedade privada e social, capitalismo econômico e Estado socialista. (SALATIEL, 2009, p. 01)


                  Chiang Kai-Shek foge em 1949 para a ilha de Formosa e funda a China Nacionalista, no continente, a revolução é conquistada, mas o Ocidente não reconhecem a China Popular como noção e sim a Nacionalista. Com a proclamação da República da China Popular começa um período de grandes sacrifícios para o povo chinês que agora passava a deixar de lado suas aspirações individuais orientando toda sua força de trabalho para as necessidades coletivas. Após longos anos de guerras e dominação estrangeira, a economia chinesa esta arrasada, as cidades sofrem com um grande inchaço, ajuda do exterior não existe, pois nem o ocidente a reconhecia como nação e as relações com Moscou estavam tensas, a indústria sempre modesta estavam reduzida praticamente a zero, fome, desemprego e miséria, e é por isso que faziam parte do cotidiano chinês.
                   Assim o novo governo começou com praticamente nada. Em 49, como presidente, Mão visite a Rússia, conseguindo com muita persistência um empréstimo de 300 milhões de dólares a juros baixos e mais a promessa de que o governo soviético enviaria técnicos e tecnologia a China, em troca do controle da Mandchúria e do direito de exploração de minérios nos desertos do Oeste da China. Quando Mão volta a China tem início a Guerra da Coréia na qual a China perde 1 milhão de homens e praticamente todo dinheiro que seria usado no desenvolvimento social, e aí que começaram as medidas revolucionárias, a princípio foram poucas as medidas radicais adotadas, subsistiram formas capitalistas paralelas a uma socialização progressista  dos meios de produção.
                  A China precisava passar por um processo de acumulação de riquezas, havia um processo que transformar-se o país agrícola em um pais industrial, isto seguindo durante o início, orientações da Rússia. Inúmeras leis foram feitas para conseguir progresso material da China sem desrespeitar a justiça e a democracia entre elas estão a lei de reforma agrária que não se limitando somente a distribuir terras esse processo é precedido de uma  conscientização do camponês sobre as mudanças do processo revolucionário; a lei de organização sindical, a lei do casamento e além de várias campanhas populares como o Movimento dos três, a saber, anticorrupção, antidesperdício e antiburocracismo em 1951, depois em 1953 o dos cinco anti-s, contra as práticas de fraude fiscais, comercial, de suborno, de desvios de bens do estado e de espionagem econômica, e a campanha mais drástica, a do movimento de eliminação, nesse período, segundo Mão tinha sido eliminado com 700 000 conta-revolucionários, embora outras fontes revelaram cifra maior.
                  No final de 1952 é lançada a primeira tentativa de planificação da economia, é lançado o primeiro plano qüinqüenal para acelerar o desenvolvimento sócio, político, cultural e econômico para atingir o pleno socialismo, seguindo o paradigma soviético, com prioridade atribuída a indústria pesada, pela centralização político-administrativa e pela necessidade de um ritmo acelerado de crescimento. Suas metas foram conseguidas, com um crescimento global da economia de 18% ao ano, só que a custa de um aumento ed contradições no seio da sociedade além de uma acumulação de poder nas mãos do partido comunista e a prioridade da indústria deixou a agricultura à deriva.
                   Após o primeiro plano que ultrapassaram os seus objetivos em quase todos os setores. Segundo a orientação de Mão, foi iniciado o grande salto para frente, o segundo plano qüinqüenal. No presente momento a atenção era retornada para o campo, para atingi-lo os seus objetivos, cujo são criadas as comunas populares, estas se tornaram centros de produção econômica, cada uma delas era auto suficiente, nelas o poder local controlavam a economia legal, sejam industriais ou regiões agrícolas, são iniciadas as construções de estradas de rodagens e trabalhos de irrigação. Entretanto, o grande salto para frente, que queriam atingi-lo os objetivos alcançados pela Rússia em 30 anos em três, mas não deu certo, e é por isso que estavam contribuindo para isso, ou seja, inúmeros fatores, sejam naturais como secas e inundações ou outros como o escasseamento de matéria-prima para a indústria, inexperiência técnica industrial, insuficiência de transportes e assim sucessivamente., além disso surge a Campanha das Cem Flores na qual abre-se um espaço para críticas e denúncias de erros durante o plano e sobre todo o processo revolucionário. As contradições sócio-políticas se agudiçam o que termina com a saída de Mão da presidência em 1961. Pode-se confirmar a consciência da importância da questão da Revolução Cultural, no trecho seguinte:


Em 1964, quando a União Soviética assinou um acordo de suspensão das experiências nucleares com os EUA, Pequim acusou Moscou de trair o Marxismo-Leninismo. Para Mao Tsé-tung, o líder chinês, a coexistência pacífica era um disfarce, para uma política de acomodação, pela qual as duas superpotências dividiriam o mundo entre si. No mesmo ano a China detonou sua primeira bomba atômica. A situação ficou mais séria a partir de 1967, quando os radicais chineses, sob o comando de Chiang Ching, a mulher de Mao, lançaram a chamada Revolução Cultural. A estrutura da sociedade Chinesa foi virada de pernas para o ar. Jovens revolucionários assumiram o controle da situação, brandindo o livro vermelho dos pensamentos de Mao, enquanto seus professores eram mandados para centros de reeducação no interior e forçados a marchar pelas ruas com chapéus de burro. No plano externo os soviéticos, chamados por Pequim de social-imperialistas, eram considerados os maiores inimigos da China. Soldados dos dois países chegaram a trocar tiros na fronteira em 1969. O isolamento acabou por levar aos chineses a procurar melhorar as relações com países da Europa e com o Terceiro Mundo. A ofensiva culminou em 1971 com o ingresso da China comunista na ONU, tomando o lugar que desde 1945 pertencia a China Nacionalista, o Governo formado por Chiang Kaichek na ilha de Formosa. (CIVITA, 2010, p. 01)


                  O que foi a Revolução Cultural Chinesa? A partir de 1966 surge uma revolução dentro da revolução é a grande Revolução Cultural, de caráter não somente cultural como social e econômico e político, mas visava eliminar os burocratas do partido além de incentivar as massas a uma maior participação e a organização sócio-político em todos os setores da vida chinesa uma participação marxista da população, isto através da literatura, o teatro, estética, e outros tipos de artes que deveriam espelhar as realidades sociais e serem fontes da politização das massas. Além disso era um processo de maior incentivo a produção, só que surgem muitos problemas entre eles a radicalização de participantes do movimento principalmente dos Guardas vermelhos. Mão ainda retorna a presidência no final da década de 60 até em 76 com a sua morte. A partir da década de 70 depois do rompimento com a Rússia a China se abre um pouco para o ocidente, com muito cuidado o governo começou uma abertura que até hoje continua em processo.
                    


CONCLUSÃO


                  Com um pequeno estudo da Revolução Chinesa, tendo como paralelo toda a história chinesa, podemos perceber por alto que a revolução socialista ocorrida em 49 na China é uma parte de uma grande revolução que vinha ocorrendo a longos anos, e que embora passando desapercebida por muitos dava sinais de vida em ocasiões múltiplas que eram as rebeliões camponesas, pode-se pensar nisso como um absurdo, mais características da Revolução Chinesa são encontradas em várias rebeliões camponesas passadas como: a coletividade das terras, o antiimperialismo, estrangeiro, uma renovação cultural contando com a emancipação da mulher entre outras, era como se a China vivesse uma revolução em toda sua história.
                  A proclamação da República Popular da China não é o fim da revolução que está continuando em marcha, mas, os problemas como alimentação, vestuário, habitação e transportes foram aos poucos quase que totalmente solucionados, e na realidade é necessário um avanço nas condições de vida da população, quanto ao sucesso dessa fase da revolução, quanto ao seu sucesso isso pode ser observado em dados estatísticos com um aumento da média de vida de 32 anos em 1949 para 68,2 anos em 1980, uma queda na taxa de mortalidade de 28 por mil habitantes em 49 para 6, 29 por mil habitantes em 1980, o crescimento da população chinesa[altura] de 5 cm, além da transformação da China em uma potência da atualidade.
                  É importante ressaltar ainda, que a Revolução Chinesa vitoriosa foi liderada por Mão Tse Tung que implementou as reformas estruturais no país, organizando um paradigma socialista com as inúmeras diferenças em relação ao paradigma Soviético.  Como se vê, o paradigma maoísta perdurou até os anos 70 do século XX, quando se estabeleceram as relações diplomáticas, comerciais e administrativas com os países capitalistas, porém somente no início dos anos 90 do século XX, sob a liderança de Deng Xiaoping, que a abertura se desenvolveu com o estabelecimento de uma economia socialista de mercado, ou seja, desde a economia chinesa é a que mais desenvolve nos mercados mundiais, abstraindo grande parte dos investimentos internacionais. Nesse discurso, Arruda declarou que:


Em 1976, esgotava-se na China o fôlego da Revolução Cultural, iniciada em 1966. Nesse ano morria Mao Tse-tung, seu principal idealizador. Em 1978, sob a liderança de Deng Xiaoping, o país começaria a flexibilizar o regime socialista. Buscava-se então uma difícil conciliação entre a abertura econômica em direção à economia de mercado e a preservação do regime político autoritário sob a hegemonia do Partido Comunista Chinês. (ARRUDA, 2003. p. 465.)


                    Segundo Arruda, Mao Tse-tung chegou ao poder por meio da revolução armada de orientação socialista que ficou conhecida como revolução cultural.


“[Vencer uma batalha nacional é apenas o primeiro passo de uma longa marcha [...] Lutar, falhar, lutar novamente, falhar novamente, lutar outra vez [...] até a vitória. Essa é a lógica do povo]” [Mão Tse-Tung]




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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[1]Graduado em Licenciatura em História pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB] e Graduando em Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB].

[2] Mao Tsé-Tung, (em chinês tradicional:毛澤東; e em chinês simplificado: 泽东, Mao Tse-tung pela transliteração Wade-Giles, ou Máo Zédōng, pela pinyin), (Shaoshan, 26 de Dezembro de 1893 - Pequim, 9 de Setembro de 1976), foi um teórico chinês, político, poeta, filósofo, visionário e líder do Partido Comunista revolucionário Chinês. Ele liderou a República Popular da China desde a sua criação em 1949 até sua morte em 1976. Sua contribuição teórica para o marxismo-leninismo, estratégias militares, e suas políticas comunistas são conhecidas coletivamente como Maoísmo.

[3] Os Manchu (manju em Manchu, 滿 pinyin: mǎn) são um grupo étnico que teve origem no nordeste da Manchúria. Eles conquistaram a dinastia Ming no século 17 e fundaram a dinastia Qing, que governou a China até 1911. Hoje, os Manchus foram em grande parte assimilados pelos Chineses Han que os rodeavam e a língua manchu encontra-se quase extinta. Eles formam uma das 56 nacionalidades oficialmente reconhecidas pela República Popular da China.
[4] Ge Hong (Chinese: 葛洪; pinyin: Gě Hóng; Wade–Giles: Ko Hung, 283–343), courtesy name Zhichuan (稚川), foi um menor do sul funcionário durante a Jìn Dinastia (263-420) da China, mais conhecido pelo seu interesse em Daoism, alquimia, e as técnicas de longevidade. Mas religiosos e esotérico escrita representa apenas uma parte considerável da Ge produção literária, que no seu conjunto, abarcam uma vasta gama de conteúdos e genros.
[5] Os chamados Tratados Iníquos foram uma série de tratados firmados entre a China Dinastia Qing, o Japão Tokugawa e a Coreia Chosun com as potências industrializadas ocidentais, entre meados do século XIX e o início do século XX.
[6] A Primeira Guerra do Ópio foi travada entre a Companhia Britânica das Índias Orientais e a Dinastia Qing da China entre 1839-1842 com o objetivo de forçar a China a permitir o livre comércio, principalmente do ópio. A Grã-Bretanha pedia a abertura do comércio de ópio, enquanto o governo imperial da China tentou proibir. Portanto, o Ópio era uma droga proibida na China, mas que era contrabandeada por mercadores ingleses, seu consumo pelos chineses começou a desestabilizar as finanças de governo no século XIX.
[7] A Segunda Guerra do Ópio na China foi uma guerra do Império Britânico e do Segundo Império Francês contra a dinastia Qing da China entre 1856-1860. Esta guerra pode ser vista como uma extensão da Primeira Guerra do Ópio, daí o nome que lhe foi atribuído. Em suma, houve o ataque anglo-francês contra o Cantão.
[8] Expedição anglo-francesa contra Pequim.
[9] A Revolução Taiping (1851 - 1864) foi um dos conflitos mais sangrentos da história, um confronto entre as forças da China imperial e um grupo inspirado por um místico auto-proclamado, chamado Hung Hsiu-ch’üan, que se dizia cristão e também intitulava-se irmão de Cristo. Seu objetivo era criar uma nova cultura, substituindo a tradição confucionista e budista por algo novo,, moldado conforme às suas idéias.
[10] A Guerra dos boxers (1899-1900), chamado também de Movimento Yijetuan, foi um movimento popular antiocidental e anticristão na China.
[11]Liang Qichao (simplified Chinese: 梁启超; traditional Chinese: 啟超; pinyin: Liáng Qǐchāo; Wade-Giles: Liang Ch'i-ch'ao; Styled Zhuoru, 卓如; Pseudonym: Rengong, 任公) (February 23, 1873–January 19, 1929) Foi um chinês erudito, jornalista, filósofo e reformista durante a Dinastia Qing (1644–1911), que animou os seus escritos chineses estudiosos com movimentos de reforma e. Ele morreu de doença em Pequim com a idade de 55.
[12] Sun Yat-sen (pinyin: Sūn YiXiān; Cuiheng, 12 de novembro de 1866 – 12 de março de 1925) foi um estadista, político e líder revolucionário chinês. É interessante perceber que ele foi o principal pioneiro da China republicana, Sun é frequentemente referido como o Pai da Nação, inclusive ele desempenhou um papel fundamental na derrubada da Dinastia Qing em outubro de 1911, a última dinastia imperial da China. Cabe ressaltar que foi o primeiro provisório quando a República da China foi fundada em 1912 e mais tarde co-fundador do Kuomintang, onde atuou como seu primeiro líder. Sun foi uma figura de união na China pós-imperial e continua a ser o único entre os políticos chineses do século XX a ser amplamente revrenciado entre os povos de ambos os lados do Estreito de Taiwan.

[13] Yuan Shikai (simplified Chinese: 袁世; traditional Chinese: 袁世凱; pinyin: Yuán Shìkǎi; Wade–Giles: Yüan Shih-k'ai; Courtesy Wèitíng 慰亭; Pseudonym: Róng'ān 容庵, also named after birthplace Yuán Xiàngchéng 项城) (16 September 1859[1] – 6 June 1916, foi um importante político chinês geral e famoso por sua influência durante a tarde, o seu papel Dinastia Qing aos acontecimentos que culminaram com a abdicação do último Imperador da China, Qing seu autocrático como o primeiro Presidente da República da China,-vida curta e sua tentativa de revitalizar o chinês monarquia, com ele como o "Grande Imperador da China."
[14] O Kuomintang, Guomingdang ou Kuo-Min-Tang (conhecido pelas iniciais KMT ou GMD), em chinês tradicional : 中國國民黨 ; em hanyu pinyin : Zhōngguó Guómíndǎng; literalmente « Partido Nacionalista Chinês » [1] [2] é o partido político que governa a República da China (conhecida como Taiwan desde os anos 1970). A sede do partido encontra-se em Taipei.

[15] Chiang Kai-shek (31 de Outubro de 1887 - 5 de Abril de 1975) foi um militar e político chinês que assumiu a liderança do Kuomintang (um partido político conservador da China na época) depois da morte de Sun Yat-sen, em 1925. Como se vê, ele comandou a Expedição do Norte, que tinha como objetivo unificar a China contra os chamados Senhores da guerra da China, que dominavam algumas regiões do país. Saiu vitorioso em 1928, como o líder da República da China.
[16] Li Dazhao ou Li Ta-chao (born Oct. 6, 1888, Hebei province, China—died April 28, 1927, Beijing),  foi um dos fundadores do Partido comunista chinês (PCC). principal bibliotecário e professor da Universidade, história em Pequim Li passou a ser inspirado pelo sucesso da Revolução russa e começou a estudar e palestra sobre Marxismos, sendo que os grupos de estudo em 1921, Li tinha criado formalmente se tornou o PCC. Li Ta-chao ajudou o novo partido efectuem a política da Internacional comunista e colaborou com o Partido Nacionalista de Sun Yat-ndep. Sua carreira foi interrompida quando ele foi apreendida e enforcada pelo militar Zhang suas idéias Zuolin, mas de uma revolução das populações pobres camponeses foram concluídas por Mao Tsé Tung.
[17] Chen Duxiu (chinês tradicional: 陳獨秀, chinês simplificado: 陈独秀, pinyin: Chén Dúxiù, Wade-Giles: Ch'en Tu-hsiu; Anqing, Anhui, 28 de Outubro de 1880 - Jiangjin, Sichuan, 27 de Maio de 1942) foi um intelectual chinês. É considerado, junto a Li Dazhao, o fundador do Partido Comunista da China, do qual foi seu primeiro presidente e secretário geral.

[18]Comintern ou Komintern (do alemão Kommunistische Internationale) é o termo com que se designa a Terceira Internacional ou Internacional Comunista (1919-1943), isto é, a organização internacional fundada por Vladimir Lenin e pelo PCUS (bolchevique), em março de 1919, para reunir os partidos comunistas de diferentes países.
[19] Hunan (湖南 em chinês pinyin: Húnán) é uma província da República Popular da China, tem como capital a cidade de Changshae o seu nome quer dizer "Sul do Lago" por se encontrar a Sul do Lago Dongting. Para além disso é atravessada pelos rios Yangtze e Dongtin.
[20] Changsha (长沙) é a capital da província de Hunan, na China. Localiza-se nas margens do rio Xiang. Tem cerca de 2 131 620 habitantes. Foi fundada no início do século III A.c.