Seja bem vindo ao meu BLOG!!!


Olá, Boa noite meus caros amigos e amigas! Primeiramente gostaria de agradecer pela minha iniciativa em criar um BLOG e pela demora na atualização. Portanto, ultimamente tenho postado somente artigos, poemas e assim sucessivamente! Então, pessoal, sejam bem-vindos ao meu blog! Acompanhem sempre! É isto pessoal! Espero que visitem o blog, comentem e divulgem, tendo ou não blog. À todos vocês muito obrigado!


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO CONTEXTO DA INDUSTRIALIZAÇÃO NA PARAÍBA: ENGENHOS, CURTUMES E TECELAGENS.

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO CONTEXTO DA INDUSTRIALIZAÇÃO NA PARAÍBA: ENGENHOS, CURTUMES E TECELAGENS.

THE ECONOMIC DEVELOPMENT IN THE CONTEXT OF INDUSTRIALIZATION IN PARAIBA: DEVICES, LEATHER AND TECELAGENS.

Luciano Bezerra Agra Filho

Resumo: Em que consiste a industrialização na Paraíba? O que são os Engenhos[2]? O que são Curtumes[3]? O que são tecelagens[4]? Muitas perguntas, muitas respostas... Este artigo relata a partir dos meados do século XIX, sobre a manufatura agroindustrial, ancorada especialmente na cana-de-açúcar e no algodão, era a “pedra de toque” da economia paraibana. Essa análise visa resgatar o período de seu reinado do açúcar, enquanto o “embaixador” Brasileiro, da colônia portuguesa recém desvelada e sem maior exposição da expressão, ou seja, a mesma importância econômica, na Europa dos séculos XVI a XIX.

Palavras-Chave: Industrialização na Paraíba – Engenhos – Curtumes – Tecelagens.


Abstract: What is the industrialization in Paraíba? What are devices? What are Tanneries ? What are tecelagens ? Many questions, many replies... This article reports from mid 19th century, on the manufacturing agroindustrial, anchored especially in the cane-of-sugar and cotton, was the "cornerstone" of the economy paraibana.This analysis aims rescue the period of his reign of sugar, as the "ambassador" Brazilian Portuguese, of the colony recently uncovered and without greater exposure of expression, or is, the same economic importance, in the Europe of centuries XVI to XIX.

Key-words: Industrialization in Paraiba - Devices – Tecelagens - Leather.


Résumé: quel est l'industrialisation Paraiba? Quels sont les appareils? Quels sont les tanneries ? Quels sont tecelagens ? Beaucoup de questions, de nombreuses réponses... Cet article rapports de la mi 19e siècle, sur la fabrication agroindustrial, ancré en particulier dans la filière canne-de-sucre et de coton, a été le "pierre angulaire" de l'économie paraibana. Cette analyse vise sauvetage la période de son règne de sucre, comme le "ambassadeur" portugais brésilien, de la colonie récemment découvert et sans une plus grande exposition d'expression, ou s'est la même importance économique, dans l'Europe de siècles XVI à XIX.

Mots-clés: l’industrialisation Paraiba dispositifs – – – Tecelagens cuir.


INTRODUÇÃO


                  O presente artigo tem por objetivo realizar uma abordagem sobre inovações tecnológicas as características físicas da fibra do algodão colorido e as fibras do algodão branco. Para isto foi realizada uma avaliação de desempenho no processo de fiação a rotor do algodão colorido, face aos promissores investimentos advindos da demanda por produtos ecologicamente corretos, e a decorrente inovação tecnológica requerida à industrialização deste produto. Este estudo foi realizado numa grande indústria têxtil, instalada na Paraíba, tomando-se como base o processo de fiação utilizado por esta indústria.
                  Para a fundamentação dos estudos e avaliação dos parâmetros encontrados, utilizou se como referencial analítico às teorias trabalhadas e a realidade encontrada na empresa estudada. Concluiu-se a utilização do algodão colorido como inovação tecnológica utilizada na indústria têxtil, é viável, tendo-se um bom desempenho da matéria-prima e do fio, todavia, para que isso se concretize é necessário que a matéria-prima tenha um baixo percentual de desperdício, um comprimento de fibra médio e uma resistência satisfatória.                   Em seguida, apesar do progresso econômico, da modernização do Estado, da acumulação de capital e da mão de obra ser assalariada ao invés de escrava, encontramos um desnível nas condições de vida no qual as opulências são para poucos e as dificuldades são de muitos.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

                  Essa constatação não é muito diferente do período colonial que Freyre nos apresentou, visto que, embora os homens estejam em um espectro social estruturalmente diferente, ainda encontramos um contraste entre riqueza e pobreza. No período da época passada da Casa Grande & Senzala, tornou-se um dos caminhos para detectarmos o entendimento da essência do preconceito dos anos 70 do século XX. Sendo assim, percebemos que os empregadores de São Paulo poderiam ter preferências por homens ou mulheres, jovens ou velhos, migrantes ou não-migrantes, brancos ou negros, sua opção pode resultar tanto de motivações econômicas ou por preconceitos sociais e raciais. O sociólogo Gilberto Freire dizia em seu livro “Casa-Grande & Senzala”, o seguinte que:

é o estudo integrado do complexo sociocultural que se construiu na zona florestal úmida do litoral nordestino do Brasil, com base na monocultura latifundiária de cana-de-açúcar, na força de trabalho escrava, quase exclusivamente negra; na religiosidade católica impregnada de crenças indígenas e de práticas africanas; no domínio patriarcal do senhor de engenho, refluído na casa-grande com sua esposa e seus filhos, mas polígamo, cruzando com as negras e as mestiça. (FREYRE, 2001, p.28-29)

                  Como se vê, serão analisados, neste artigo, as características como motivo, facilitadores, dificultadores, pressões, conflitos e conseqüências decorrentes do ciclo da cana-de-açúcar a partir dos séculos XVI a XIX. É importante perceber que a necessidade de colonizar a terra para protegê-la e explorá-las as suas riquezas fizeram com que o Governo de Portugal instalasse os engenhos e produtores de açúcar no nosso litoral, mas essa cultura foi selecionada por se tratar de um produto de alto valor no comércio europeu e por seu consumo crescente na Europa.  Portanto, após as dificuldades de sua implantação, a falta de dinheiro para montar a moenda, comprar os escravos, refinar o açúcar e, sobretudo transportá-lo para os mercados consumidores da Europa, o açúcar tornou-se o essencial produto brasileiro e foi à base de sustentação da economia e da colonização do Brasil durante os séculos XVI e XVII. Assim, acredita-se que no século XVIII, houve uma emergência do açúcar de beterraba e a formação dos conhecimentos e as técnicas para construção de uma indústria açucareira por parte dos holandeses, que fizeram com que o nosso principal produto entrasse em decadência e perdesse o mercado consumidor para o continente europeu, e foi por esse motivo que acabaria o monopólio do açúcar e alteraria o quadro político-econômico da época em nosso país.     
                  Vale ressaltar que à concorrência com os holandeses, o açúcar há muito tempo vinha se decaindo cada vez mais em torno de seus preços no determinado mercado ao passo que os custos da produção somente aumentavam o que levou o algodão a assumir o lugar de exposição na economia paraibana a partir do século XIX, e como argumentou Aécio Villar de Aquino: “De início competido, quase em condições de igualdade, o algodão vai pouco a pouco adquirindo vantagens sobre o açúcar e antes do término da primeira metade do século, já figurava em primeiro lugar nas exportações da Província”. Confirma-se, portanto, que todas essas classes sociais foram sentidas nas primeiras décadas do século XIX mesmo com as tentativas de soerguimento da capitania sob o governo de Fernando Delgado Freire de Castilho que assumiu em 1798 do século XVIII e com referência a isso, ele afirma o seguinte: “Tentando aliviar a situação econômica, Castilho promoveu uma série de melhorias no manejo do açúcar e do algodão, além de reunir a safra de açúcar e tentar exportá-la pelo porto da Paraíba, em navios solicitados ao Reino” (MARIANO, 2001, p.63).
                  Nessa passagem acima, percebe-se que o açúcar era refinado com os métodos artesanais de fabrico. Isto quer dizer que a precariedade do equipamento de produção se evidenciava por moendas movidas por cavalos e bois, por processos custosos e dispendiosos, onde essas moendas necessitavam de seis ou oito repetições para extrair a matéria-prima da cana, mas, o açúcar tornava-se branco através de um processo que utilizava barro, como analisou Aécio Villar de Aquino “bastante complicado e os mestres de açúcar eram de baixa classificação”. Cabe ressaltar que os engenhos d’água pouco eram utilizados, já que as planícies da várzea do Paraíba não ofereciam os desníveis necessários à movimentação daqueles aparelhos. No que tange aos engenhos movidos a vapor, há portanto registros que eles tenham chegado à Paraíba, tardiamente, em 1882 do século XIX, na mesma década em que entraria em funcionamento, mas o primeiro engenho central foi justamente Aécio Villar de Aquino. Ele argumentava que trazia o engenho central, algumas inovações, utilizando a tração a vapor; era uma fábrica de maior capacidade em que o setor industrial estava separado do agrícola, recebendo canas de outros engenhos e de plantadores independentes, isto quer dizer que a experiência constituiu-se num verdadeiro fracasso por causa dos desentendimentos entre a direção e os fornecedores de cana, irregularidades no fornecimento de cana, falta de controle de preços e avultando sobre os demais fatores negativos, o eterno e magno problema de carência de capital. Martha Lúcia Ribeiro Araújo relatava que:

A cultura do algodão, a mais importante do Estado, não consegue acompanhar as mudanças que estão se processando no Centro-Sul. Mantendo técnicas atrasadas de plantio e colheita, não aumenta a produção. Além disso, firmas como o SAMBRA e a CLAYTON, financiavam os pequenos produtores, porém, após a colheita, determinavam os preços, em detrimento dos produtores, desestimulando, assim, a produção. (ARAÚJO,  2001,  p. 114)



                  Os empecilhos políticos, os atrasos tecnológicos e os insucessos econômicos destacados pelos historiadores Aécio Villar de Aquino e Martha Lúcia Ribeiro Araújo impediam a Paraíba de ingressar no cenário da industrialização brasileira no século XIX. Pode-se, vislumbrar, portanto, que o setor industrial era bastante insuficiente e insignificante para a economia do Estado, apresentava pouco mais de duzentos estabelecimentos, que majoriamente eram micro-oficinas ou unidades fabris de caráter semi-artesanal, empregando de cinco a dezenove trabalhadores em média por cada unidade.
                  Durante este período destacaram-se alguns segmentos do setor industrial pelo número de estabelecimentos, a exemplo das cinco fábricas de couro, as cinco de tecidos, além das oito indústrias de beneficiamento de algodão com grande destaque para produção têxtil. É nesse contexto, que a indústria de Tibiry, localizada no município de Santa Rita, cuja fundação deu-se nos anos de 1891 do século XIX. Nesse aspecto, seria importante reconhecer que esse município funcionava com trezentos e oitenta e um teares e um quadro de seiscentos e cinqüenta trabalhadores. Já no município de Mamanguape a Fábrica Têxtil de Rio Tinto, fundada no ano de 1924, pertencente à família Lundgren de Pernambuco, era de grande porte, equipada com setecentos e sessenta teares e treze mil fusos. Em conseqüência disto, as fábricas menores se localizavam em outras cidades, tomando por exemplo, Campina Grande e Areia, que empregavam, em média, cinqüenta operários por estabelecimento. Mas, afinal em que consiste os Engenhos?
                  Aécio Villar de Aquino nos mostrou que a Paraíba além de possuir um belíssimo litoral, é detentor de um rico e prazeroso roteiro turístico e cultural também pelo interior do estado. Ressalte-se, ainda, que as cidades que compõe o Brejo e que foram as principais responsáveis, naquela região, pela chamada "civilização do açúcar". De toda forma as principais cidades que fizeram parte deste cenário são, a saber, como é o caso de Alagoa Grande, Areia, Bananeiras, Borborema, Solânea, Serraria e Arara. Alagoa Grande Teatro Santa Ignês: Situado entre os casarões antigos, é o terceiro teatro mais antigo da Paraíba. O proprietário rural e político Apolônio Zenaide Montenegro foi quem mandou construí-lo.
                  É neste ponto que o estilo italiano e a arquitetura interior em pinho de riga, teve sua construção iniciada em 1902 e foi inaugurado em 1905 do século XX. A Igreja Matriz é uma obra centenária e dedicada a Nossa Sra. da Boa Viagem, mas teve a sua construção iniciada em 1861 do século XIX pelo Frei Alberto de Santa Augusta Cabral, sendo o primeiro vigário da paróquia, e concluída em 1868 do século XIX.  Contudo a Areia Museu da Rapadura está localizado no Centro de Ciências Agrárias da UFPB [Campos III], no lugar onde funcionava um engenho açucareiro do século XVIII [Engenho da Várzea]. Além disso, o local, aberto à visitação pública, mantém preservados as instalações e todo o maquinário utilizado para a fabricação da rapadura, do açúcar mascavo, do mel e da aguardente, além de um alambique de barro, que destilava cachaça para uso exclusivo dos seus antigos proprietários. Museu do Brejo: Também está localizado no Centro de Ciências Agrárias acima citado.
                  É um antigo casarão onde funcionava a Casa-Grande do Engenho da Várzea, onde se pode ter uma idéia da arquitetura rural da época. Museu Casa de Pedro Américo: Localizado na Rua Pedro Américo, foi a casa onde o grande pintor paraibano nasceu em 1843 e viveu até os nove anos de idade. Em 1943 foi desapropriada, passando a funcionar como museu. Bananeiras Cruzeiro de Roma trata-se de uma capela construída em 1899 pelo Capitão Joça Rodrigues, em homenagem à Sagrada Família, após ter alcançado uma graça. Situada no topo da Serra da Cupaóba, também é conhecida como "Outeiro de Roma" ou "Capela da Sagrada Família". O Carmelo Sagrado Coração de Jesus e Madre Tereza é um magnífico prédio secular, que se destaca pela sua grandiosidade e imponência arquitetônica. Ali funcionou um antigo Colégio, que foi transformado em Carmelo com a chegada das irmãs carmelitas, em 1999, procedentes da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Borborema Igreja-Matriz está situada no topo de uma elevação que domina toda a cidade e é o mais imponente e importante prédio da cidade, mas já passou por inúmeras melhorias e reformas.
                 Chegando-se até ela subir por uma grande escadaria, cujo parapeito é adornados por várias estátuas que representam alguns santos, profetas e antigos patriarcas hebreus. Serraria Engenho Martiniano está de fogo morto, mas seus atuais proprietários estão produzindo a Cachaça "A Cobiçada", de grande aceitação em toda a região. Os restos mortais de seus fundadores [Francisco Duarte e sua esposa Josefa Duarte] estão enterrados na capela da propriedade, que está bem conservada. Sua casa grande também se encontra em perfeito estado. Arara Santa Fé é um Santuário que foi erguido em homenagem ao Padre Ibiapina, e ela está situado bem na divisa com Solânea, onde esse religioso passou os últimos anos de sua vida. O Santuário conta com uma capela, casa dos milagres, pequeno museu [com instrumentos utilizados pelas irmãs nas casas de caridade criadas pelo padre, quadros, utensílios domésticos da época, moedas, etc], casa dos missionários e casa onde morou aquele religioso.
                  Os empecilhos políticos, os atrasos tecnológicos e os insucessos econômicos destacados pelo historiador Aécio Villar de Aquino impediam a Paraíba de ingressar no cenário da industrialização brasileira no século XIX. Pode-se, vislumbrar, portanto, que o setor industrial era bastante insuficiente e insignificante para a economia do Estado, apresentava pouco mais de duzentos estabelecimentos, que majoriamente eram micro-oficinas ou unidades fabris de caráter semi-artesanal, empregando de cinco a dezenove trabalhadores em média por cada unidade.
                  Durante este período destacaram-se alguns segmentos do setor industrial pelo número de estabelecimentos, a exemplo das cinco fábricas de couro, as cinco de tecidos, além das oito indústrias de beneficiamento de algodão com grande destaque para produção têxtil. É nesse contexto, que a indústria de Tibiry, localizada no município de Santa Rita, cuja fundação deu-se nos anos de 1891 do século XIX. Esse município funcionava com trezentos e oitenta e um teares e um quadro de seiscentos e cinqüenta trabalhadores. Já no município de Mamanguape a Fábrica Têxtil de Rio Tinto, fundada no ano de 1924, pertencente à família Lundgren de Pernambuco, era de grande porte, equipada com setecentos e sessenta teares e treze mil fusos. Em conseqüência disto, as fábricas menores se localizavam em outras cidades, tomando, por exemplo, Campina Grande e Areia, que empregavam, em média, cinqüenta operários por estabelecimento.
                  É importante perceber que a origem da indústria têxtil em Campina Grande segundo o economista Luiz Gonzaga de Sousa, é um prolongamento da industrialização desses municípios:

Com isto, surgiram as primeiras fábricas em Campina Grande, como foi o caso das fábricas de beneficiamento de algodão e de sisal. Com o advento do setor de transformação, surgiram a SAMBRA, a ANDERSON CLAYTON e a MARQUES DE ALMEIDA e poucas outras empresas que tinham a finalidade de beneficiar produtos da terra para o uso doméstico e até mesmo exportar. Foi desta forma que apareceu a Indústria Têxtil em Campina Grande. (SOUZA, 1996, p. 57)


                  O setor têxtil se fez hegemônico nas primeiras décadas do século XX comportando o maior número de estabelecimento industrial e empregando mais de 50% dos operários na Paraíba, acompanhado pelo setor de transformação de alimentos, deixando a terceira posição para o setor de minerais não metálicos. Entrando em crise, nos anos quarenta do século XX, primeiro por não acompanhar a modernização dos avanços tecnológicos, desenvolvida no centro sul do país que passava a inserir no setor, além de novas técnicas de produção, as máquinas de maior, além de novas técnicas de produção, as máquinas de maior porte tecnológico que concentravam as atividades de beneficiamento diminuindo os custos do produto, segundo pela política de financiamento das grandes indústrias têxteis que sofriam com a crise comercial do seu produto instaladas na Paraíba e que açambarcavam a produção local. Isto significa dizer que a Paraíba tem uma economia bastante diversificada com setores emergentes de média tecnologia, alavancada por uma estrutura de serviço e comércio de importância no cenário nordestino. Em relação com a abertura comercial no estado, a economia tem sofrido forte impacto no que diz respeito à concorrência das cidades circunvizinhas, e é por isso que alguns setores se modernizam enquanto outros sofrem retrocesso devido à falta de incentivos para investir em inovações tecnológicas.
                  É importante notar que algumas indústrias têm conseguido se modernizar utilizando algumas estratégias como novos métodos de organização do trabalho e da produção, enquanto que no processo de reestruturação econômica e política da indústria na região, vêm-se utilizando-se da otimização dos recursos locais, mas a indústria paraibana vem se diversificando, pois ela está investindo nos setores que estão ligados pelos grandes centros urbanos, e é através destes setores que são expoentes desta nova dinâmica, podemos citar como exemplo, plásticos, bebidas e couro calçados. Colocando que a indústria de Calçados é a que mais vem se alastrando dentro do próprio Estado, assim o segmento de bens não-duráveis se destaca com 76% das unidades instaladas após 1980 do século XX, das quais 54% após 1990 do século XX, porém a receita das indústrias paraibanas provém, principalmente, da venda de produtos em outros estados, seguidos de venda a mercados da própria região.
                  As Grandes partes das empresas paraibanas, entre 1999 e 2001, apresentam investimento na aquisição de máquinas e equipamentos, programas de treinamento da mão-de-obra e aquisição de equipamentos de informática e os motivos que levam os empresários, segundo eles, a investir na indústria são, a saber, a ampliação da capacidade produtiva, melhoria da qualidade do produto e melhoria da eficiência, como nos apontou a historiadora e socióloga Martha Lúcia Ribeiro: “firmas como a SAMBRA e a CLAYTON, financiavam os pequenos produtores, porém após a colheita, determinavam os preços, em detrimento dos produtos, desestimulando, assim, a produção.”
                    Contudo, a cidade de Campina Grande nos anos 60 do século XX, assistiria ao surgimento de novas indústrias e a proliferação do número de seus estabelecimentos industriais, superando a capital político-administrativa da Paraíba, João Pessoa, cujos índices de crescimento industrial imperavam na década de 40 do século XX. Grandiosa, magnificante, pública e aplicada, Campina Grande destacou-se pelo seu vigoroso crescimento industrial e pela histórica vocação comercial local e para além dos limites do Estado.  Observe-se, ainda, que o município de Campina Grande passa a ser beneficiado com essa política de industrialização promovida pelo governo federal, possivelmente por ser a cidade mais desenvolvida do Estado da Paraíba e, em decorrência desse privilegio adquiria importância significativa no cenário regional.
                  Evidentemente havia na região Nordeste outros centros mais desenvolvidos que Campina Grande, no entanto, se tomarmos o desenvolvimento vivenciado por esta cidade e compararmos com a situação geral do Nordeste, chegaremos a conclusão que Campina Grande se desenvolvia muito mais que várias cidades dessa região. As políticas públicas implementadas na região eram, geralmente, ineficazes e atrasadas como mostra essa citação de Raimundo Moreira, comparando as políticas de desenvolvimento do Nordeste e do Centro-Sul:

[...] Desenvolvia-se no Centro-Sul uma política de inversões dentro de um programa orientado com objetivos definidos, visando à industrialização, enquanto no Nordeste se levava a cabo uma política “assistencialista”. A ação governamental no Nordeste centrava-se na política de combate às secas e tinha efetivamente um caráter filantrópico [...] (MOREIRA, 1979, p. 32-43).

                  De acordo com Lima (2004. p. 48): “essa realidade global do Nordeste não se reflete em Campina Grande, ao contrário, ao entrar nos anos cinqüenta o município já se destacava como um centro industrial em franca ascensão e continua durante toda década”. O crescimento era tanto que, em 1959, Campina Grande tinha 111 estabelecimentos industriais, enquanto João Pessoa tinha 93 estabelecimentos. Em termos quantitativos, o número de indústrias, de habitantes, de lojas de comércio, somando-se ainda sua importância como pólo comercial de algodão, fazia dessa cidade um centro propulsor de crescimento econômico. Como podemos perceber, depois de mais de quarenta anos passado da publicação dessa notícia, o Diário nos mostra a imagem de uma instituição que poderiam contribuindo para o desenvolvimento da cidade, ajudando Campina e região a prosseguir seu processo de desenvolvimento. Além disso, apresenta a situação de desenvolvimento que estava inserida Campina Grande. E com o funcionamento de um curso como o de Ciências Econômicas, seria de fundamental importância, devido essa cidade se encontrar em processo de industrialização.
                  Entre as décadas de cinqüenta e final de sessenta, muitas empresas que haviam se instalado na cidade atraída, ainda, pelo reavivamento da fase áurea do algodão, contribuíram para o desenvolvimento sócio-econômico campinense. Podemos destacar a Escola Técnica do Comércio de Campina Grande, a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência e da Técnica (1956), a Faculdade Católica de Filosofia de Campina Grande (1952), a Faculdade de Serviço Social de Campina Grande (1951), origem da Universidade Regional do Nordeste (URN), criada em 1966 através da Lei Municipal e, transformada 1986, na Universidade Estadual da Paraíba. Foram, também, criadas nessas décadas várias empresas municipais e órgãos voltados para o desenvolvimento da cidade; a Campanha Municipal de Desenvolvimento (COMUDE), criada pela Prefeitura Municipal em 1956. Em 1957, fora criada a SANESA, a primeira Sociedade Mista de Água e Esgoto de todo o Brasil e da América do Sul. Segundo Lima (1996:50) a base do modelo da SANESA serviu posteriormente para a criação da TELINGRA criada em 1955, o Fundo de Desenvolvimento Agro-Industrial (FADIN), o Banco de Fomento Agrícola S.A (BANFOP), criado em 1959, além da Wallig Nordeste S.A, CANDE, FIBRASA, PREMOL e IPELSA, todas criadas em 1966. Segundo o historiador Damião de Lima colocou que:

A cidade participou da preparação do projeto de industrialização, desde as primeiras discussões sobre a mudança na política oficial para região Nordeste e já se destacava no Estado [...] a única cidade do interior do Brasil, não capital de Estado, que tornou-se sede de um órgão de liderança do processo de industrialização do país, a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba – FIEP. (LIMA, 1999, p. 125)


                  Assim, no ano de 1959, a cidade foi a sede do I Encontro dos Bispos do Nordeste, evento realizado com a finalidade de encontrar alternativas para a dinamização e o desenvolvimento da região. Para sanar os problemas que afligiam o Nordeste, o governo federal ofereceu incentivos fiscais para implementar o desenvolvimento da região. Era criada, em 15 de dezembro de 1960, a SUDENE e a partir daí criava-se juntamente com o órgão as condições necessárias para que o centro dinâmico da região Nordeste, antes exportador e primário, fosse substituído pelo setor industrial, para onde foram canalizados os investimento do Governo Federal. Oferecendo facilidades não verificadas em outras cidades, Campina Grande conseguiu estrategicamente atrair novas indústrias no início da década de 60 do século XX, beneficiando-se do órgão recém-criado como destacou o historiador Damião de Lima no período compreendido entre 1961 e 1965:


Foram aprovados pela SUDENE, para Campina Grande, 9 projetos, sendo 5 de implantação de novas indústrias e 4 de modernização das indústrias já existentes. Entre esses projetos, dois merecem destaque: o Projeto de Implantação da Campina Grande Industrial Ltda [CANDE], produtora de tubos plásticos e, principalmente, o Projeto de Implantação da WALLIG NORDESTE S/A, empresa de grande porte, produtora de fogões a gás liquefeito. (LIMA, 1999, p. 126)



                  Pela primeira vez na história o setor secundário superava o terciário campinense, empregado mais 16. 300 pessoas no início da década de 60 do século XX. A industrialização era vista como a panacéia para os problemas sociais da cidade. Nesse sentido, podemos citar o discurso de Newton Rique, empresário e político campinense, onde chegou a expor que:


A industrialização de Campina Grande vem sendo o desejo dominante no seio da classe produtora e chegou às massas trabalhadoras sob a forma de uma aspiração coletiva, capaz de solucionar com todo o cortejo de males que ele acarreta. [...] Julgo que é chegado o momento de uma poderosa intervenção do governo municipal para, dirigir, fomentar e disciplinar um maior surto desenvolvimentista, através da industrialização em maior escala no município. (LIMA, 1999, p. 125)



CÂMARA MUNICIPAL. Discurso do ex-prefeito Newton Rique, na entrega do Projeto de Criação do Fundo Municipal de Industrialização de Campina Grande [FUMINGRA]. Campina Grande, 13 de dezembro de 1963 do século XX.
                  Considerando, então, que a política desenvolvimentista de concessões e incentivos fiscais da SUDENE garantiu ainda o amadurecimento do setor calçadista da Paraíba que teve participação discreta na economia local nas primeiras décadas do século XX, modernizando o pólo coureiro-calçadista do Estado a partir da vinda de estabelecimentos de peso deslocados das regiões Centro-Sul para a Paraíba, como a BESA, a AZALEIA e a PARC, implantadas em Campina Grande, o que transformou o município no maior distrito calçadista da Paraíba. Os anos 70 e 80 do século XX, foram marcados pelo impressionante volume de empregos gerados pelo setor de calçados, mas, a concentração técnica e econômica garantiram a indústria calçadista a sua afirmação, o seu “lugar ao sol” como setor vetor de desenvolvimento na economia do Estado.
                  Diametralmente diferente do município de João Pessoa, no que tange a constituição de um aglomerado de empresas de calçados possibilitada pela atração de empresas vindas de outras regiões do país, em Campina Grande a indústria calçadista surgiu no inicio do século XX enquanto indústria artesanal de beneficiamento e produção de artigos de couros possibilitada pelo comércio do algodão, força propulsora da agropecuária beneficiada pela localização geográfica do município como destaca Damião de Lima: “Campina Grande, localizada no interior do Estado da Paraíba, destacou-se no cenário nordestino, desde sua a origem, como um importante entreposto comercial e um elo entre o interior do Estado e a capital e também o estado de Pernambuco.” A indústria calçadista campinense atingiu seu apogeu no período de 1937 a 1945 contando com mais de trinta novas indústrias, fenômeno efêmero discutindo pelo professor de Economia da UFCG, Luiz Gonzaga de Sousa: “Depois desta fase, como em todo ciclo econômico, muitas destas indústrias faliram, inclusive Luiz Gomes Bezerra, o ‘Lula Gato Preto’, tendo em vista as peculiaridades da economia da época provocaram crise”.
                  Neste fragmento acima, percebe-se que a crise foi superada pelo setor em meados dos anos 50 do século XX com a introdução do couro sintético que tornava o produto mais barato facilitando sua comercialização no mercado local. Na história da formação do setor coureiro-calçadista da Paraíba tanto os pequenos grupos formados por pequenos produtores pioneiros como os Mottas que durante a Segunda Guerra Mundial tinham a sua produção total de fabricação de botas vendida para o Exército Brasileiro, como também um grupo pequeno de grandes empresas vindas do Centro-Sul do país, a partir da criação da SUDENE, estiveram presentes na construção do setor calçadista paraibano. Mas, afinal podemos fazer uma outra indagação: Em que consiste a origem e a evolução da indústria de curtume na Paraíba? Primeiramente Egidio Luiz Furlanetto dizia o seguinte: “O período [...] entre o pós-guerra até o final dos anos 50, houve [...] um desenvolvimento do setor coureiro no Estado da Paraíba com aumento das exportações, com Campina Grande constituindo-se o principal pólo coureiro do Estado [...] do Nordeste.” (FURLANETTO, 2004, p. 4).
                   Percebe-se por essa leitura que o período compreendido entre o pós-guerra segunda guerra mundial até o final dos anos 50 do século XX, houve uma comunicação em torno do desenvolvimento econômico do setor coureiro no Estado da Paraíba das exportações, com Campina Grande constituindo-se, assim o principal pólo coureiro do Estado, sendo que é um dos mais importantes do Estado do Nordeste da paraíba. Em conseqüência disto, este crescimento tenha se restringindo durante a década dos anos 70 do século XX, mas em Campina Grande continuava sendo relevante e importância para o setor, basta dizer que em 1973 do século XX, quando o Núcleo de Assistência Industrial da Paraíba [NAI/PB] - célula inicial do que viria a ser o atual SEBRAE, ao realizar um diagnóstico da Indústria de Couros e Calçados no estado da Paraíba, identificou que dos cinco curtumes industriais do Estado quatro encontravam-se em Campina Grande e, somente um em João Pessoa. Campina Grande e, por conseqüência o estado, viu se restringir a sua importância como importante pólo coureiro a partir dos anos 80 do século XX, efeito este que fez com que entrasse no século XXI com reduzido grau de importância no setor, mantendo em atividade somente algumas pequenas e médias unidades que operam muito mais em função de um outro segmento, o qual, diga-se de passagem, vem crescendo de importância dentro do arranjo, o da indústria de equipamentos de proteção individual, tais como luvas, botas, aventais e perneiras, todos produzidos a partir do sub-produto do couro bovino denominado de “raspa” .
                  Atualmente a indústria paraibana de curtumes foi uma pujante indústria foi se transformando, aos poucos, numa atividade associada à produção de equipamentos de proteção individual [EPI’s], pois nenhuma daquelas importantes unidades, existentes na década de 80, encontram-se em atividade. Atualmente, não existe nenhuma unidade significativa que processe couros da forma completa em Campina Grande, isto é, que adquira peles “in natura” ou conservadas e as processe. Todas as quatro indústrias que podem ser caracterizadas como indústrias de curtumes, nasceram muito mais para servir de suporte à fabricação de equipamentos de proteção individual [EPI’s], indústria que surgiu em função das iniciativas pioneiras de uma importante empresa, hoje desativada, que produzia uma gama expressiva de EPI’s e das “janelas de oportunidades” que se abriram em função da desativação das indústrias tradicionais de curtume, o que acabou disponibilizando equipamentos e mão-de-obra especializada. Vale ressaltar outro ponto importante que é sobre a tecelagem. Maria da Conceição Gomes Valle, argumentou que para Daniel (2004) o processo para obtenção de artigos prontos torna-se difícil devido à pequena quantidade de fibra produzida. A fiação de toda a produção, atualmente:

Em Campina Grande, Paraíba, é realizada a tecelagem em teares manuais pela Entre fios. Além do algodão ser naturalmente colorido, a fibra do Brasil segundo o presidente da Embrapa, tem constituição orgânica por todo processo ser limpo, apresentando propriedades similares às do algodão branco. O cultivo do algodão colorido traz, benefícios ecológicos, visto que a sua coloração é natural, dispensando desta forma o uso de produtos químicos para o tingimento, o que irá contribuir significativamente com a diminuição do nível de poluição dos rios. Além disso, apresenta também vantagens econômicas e sociais, pois, seu cultivo mantém os agricultores no campo, oferecendo-lhes uma oportunidade de renovação da produção algodoeira. Contudo, é importante salientar que além das vantagens citadas acima, o algodão possui uma alta capacidade de absorção, o que faz com que a fibra seja confortável, e mais adequada ao clima quente do Brasil. (VALLE, 2004, p. 62)

                  É importante destacar nessa passagem que os tecelãos paraibanos colocam em suas redes, mantas, tapetes e almofadas, uma mistura viva de cores e formas que traduzem claramente a formação "misturada" que o povo brasileiro possui, sobretudo o povo nordestino. É importante, entretanto, que do Litoral ao Sertão temos comunidades trabalhando e produzindo aquilo que foi identificado como maior expansão do artesanato paraibano, a rede de dormir. No entanto, existem as cidades de Gurinhém, Campina Grande, Boqueirão, São Bento e Aparecida como principais produtoras. Como se vê, é certo que atualmente, a Paraíba também desponta como único produtor de produtos elaborados com a técnica da tecelagem utilizando o fio do algodão colorido, ecologicamente correto e que não é tingido quimicamente, ele já brotou com a cor que vai ser fiado.
                  Concluímos que, se por um lado constata-se a quase extinção de um importante setor da economia, por outro se vislumbra o nascimento de uma nova indústria no estado da Paraíba – a indústria de EPI’s, a qual poderá fazer com que o setor consiga “renascer das cinzas”. Podemos concluir que os resultados obtidos, analisar-se-á, as proposições consideradas ao determinado longo deste estudo, bem como a circulação da trajetória indústria de curtumes da Paraíba. É evidente que a partir dos anos 80 do século XX, a política de atração de grandes empresas continuaram sendo praticado pelo governo no Estado. Assim, foram instaladas no município de Campina Grande uma fábrica da SÃO PAULO ALPARGATAS S/A e duas na cidade de João Pessoa, sendo a empresa paulista contemplada na década de 90 do século XX com incentivos ofertados pelo governo para expandir as suas atividades para outros municípios do Estado. Ainda nos anos 90 verificou-se a afirmação da indústria de confecções da Paraíba, setor formado na década de 80 por pequenas e médias empresas e que ganhou novo fôlego com a instalação da unidade de produção da COTEMINAS S.A, que em Campina Grande propiciou a retomada da condição hegemônica de maior produtora de fios do Estado.
                  O setor industrial da Paraíba vem realizando particularmente no inicio do novo milênio, um significativo esforço para adaptar-se às transformações que desafiam os paradigmas básicos de produção, com novas tecnologias e modelos operacionais de gestão em um ritmo avassalador que levaram a indústria a repensar não somente como o “fazer” diante de uma série de metamorfoses globais como também “o que fazer”. Outra perspectiva mais importante é modelo de desenvolvimento do estado da Paraíba, proposto pela Federação das Indústrias [FIEP], baseado no aproveitamento das potencialidades e vocações regionais, leva em consideração o conhecimento como variável chave para que se possa alimentar um processo continuo de geração da inovação tecnológica. É importante ressaltar que diante desse cenário o setor industrial ressente-se da insuficiência e da inadequação da oferta de formação em áreas tecnológicas focadas em setores produtivos. As empresas estão preocupadas com a formação profissional que possa atender as estratégias do negócio.
                 Esse é o contexto no qual emergiu, em 2003 do século XXI na Universidade Corporativa da Indústria da Paraíba, com foco central na formação de profissionais com o perfil de competências demandadas pelo setor produtivo. Desta forma, a Universidade Corporativa da Indústria da Paraíba [UCIP] é associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, instituída e mantida pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP, SESI, SENAI e IEL). Portanto, a UCIP é provedora de conhecimentos, com vistas ao fortalecimento da indústria paraibana, atuando de forma inovadora com um novo conceito de universidade corporativa multisetorial, fundamentada no desenvolvimento de competências. Assim, a UCIP brotou alinhada com os conceitos de educação corporativa setorial, tendo como propósito promover o desenvolvimento, difusão e compartilhamento de conhecimento por meio de programas de educação continuada, com cursos em todos os níveis e áreas de especialidade das indústrias vinculadas aos sindicatos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA

AQUINO, Aécio Villar de. Economia e Instituições Sociais na Paraíba do século XIX – a agroindústria açucareira In: OTÁVIO, José &RODRIGUES, Gonzaga (Orgs). Paraíba: Conquista, Patrimônio e Povo. 2ª ed. João Pessoa: Edições Grafset. s.d.

ARAÚJO, Martha Lúcia Ribeiro. Tempos de crise e decadência na economia paraibana (1945 – 1964). In: LIMA, Damião Et. all. Estudando a História da Paraíba. Campina Grande, Gráfica Marcone, 1999.

ARAÚJO, Martha Lúcia Ribeiro. Tempos de crise e decadência na economia paraibana (1945 – 1964). In: GURJÃO, Queiroz Eliete de, LIMA, Damião Et. all. Estudando a História da Paraíba. Campina Grande: EDUEP, 2001.

CÂMARA MUNICIPAL. Discurso do ex-prefeito Newton Rique, na entrega do Projeto de Criação do Fundo Municipal de Industrialização de Campina Grande (FUMINGRA). Campina Grande, 13 de dezembro de 1963.

FREYRE, Gilberto. Casa-grande & Senzala. 42. Ed. Rio de Janeiro: Record. 2001.

FURLANETTO, Egidio Luiz. Furlanetto (UFCG). Trajetória da indústria de curtumes da Paraíba: rumo a extinção ou nascimento de uma nova indústria? XXIV Encontro Nac. de Eng. de Produção - Florianópolis, SC, Brasil, 03 a 05 de nov de 2004. Disponível em: http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2004_Enegep0704_0808.pdf. Acesso em: 07/11/2010.

LIMA, Damião de. Impactos e repercussões sócio-econômica das políticas do governo
militar no município de Campina Grande (1964-1984). Tese de Doutorado. CH/USP -
São Paulo. 2004.

LIMA, Damião de. Tempos de desenvolvimento e crise na economia campinense. In: LIMA, Damião Et. all. Estudando a História da Paraíba. Campina Grande, Gráfica Marcone, 1999.

MARIANO NETO, Belarmino. Ecologia e imaginário - memória cultural, natureza e submundialização. João Pessoa: Editora da UFPB, 2001, 2 ª Reimpressão, 206p.

MARIANO NETO, Belarmino; RODRIGUES, L. P. M.; FREIRE, C. S. Roteiros Integrados “Civilização do açúcar”: os caminhos dos engenhos na Paraíba. In: Cultura no espaço rural brasileiro – Anais do 6ª Congresso Brasileiro de Turismo Rural. Piracicaba/SP: FEALQ, 2007, 171-177p.

MOREIRA, Raimundo. Uma Política Regional de Industrialização. Rio de Janeiro: Ed.
Paz e Terra, 1979.

SOUSA, Luis Gonzaga de. Movimentos da Vida. João Pessoa. Ed. Universitária. 1996.

VALLE, M. C. G.; FREITAS, T. O.; GUEDES, R. C., SILVA, I. P. Uma nova geração de fibras: um estudo sobre a busca pelo conforto e redução dos impactos ambientais. Revista Universidade Rural: Série Ciências Humanas, Seropédica, RJ: EDUR, v.26, n.1-2, p. 60-66, jan.- dez., 2004. Disponível em: http://www.editora.ufrrj.br/revistas/humanasesociais/rch/rch26/Revista%20C.%20Humanas%20v.%2026%20n.%201-2/10.PDF. Acesso em: 07/11/2010.



[1]Graduado em Licenciatura em História pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB] e Graduando em Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB].

[2] Com referência a isso, o engenho é o nome da grande propriedade agrícola destinada à produção do açúcar. Confirma-se, portanto, que os proprietários dos engenhos eram conhecidos como senhores de engenho. Mas afinal, o que faziam parte do engenho? Casa-grande eram construções sólidas e espaçosas, onde viviam o senhor de engenho e sua família: mulher, filhos e agregados. Assim, acredita-se que a casa-grande era o centro da vida social e econômica do engenho. A Capela é o local onde se realizavam os serviços religiosos católicos. Aos domingos e dias santos, a capela era o ponto de encontro da comunidade, ali realizavam-se batizados, casamentos e funerais. A Senzala: era a moradia dos escravos. Era uma habitação rústica e pobre, onde os negros eram amontoados, sem nenhum conforto e por fim o Engenho possuia instalações destinadas ao preparo do açúcar - a moenda, onde a cana era moída para a extração do caldo; as fornalhas, onde o caldo era fervido e purificado em tachos de cobre; a casa de purgar, onde o açúcar era branqueado; os galpões, onde os blocos de açúcar eram quebrados em várias partes e reduzidos a pó.

[3] O Curtume é um estabelecimento onde o couro cru é tratado a fim de ser comercializado para indústrias de artefatos de couro. O processo de curtimento consiste na transformação de peles de animais em couro e pode ser classificado em 3 modalidades, a saber, o curtimento mineral, o vegetal e o sintético.  Primeiramente o Curtimento Mineral mais conhecido é o à base de cromo, utilizando-se sulfato de cromo com 33% de basicidade. Em seguida o Curtimento Vegetal se dá pela utilização de taninos, ou seja, extrato de plantas que possuem afinidade pelo colágeno, transformando a pele sujeita ao apodrecimento em couro não putrescível. E por fim no curtimento sintético, são empregados curtentes, em geral orgânicos (resinas, taninos sintéticos), que proporcionam um curtimento mais uniforme e aumentam a penetração de outros curtentes, como os taninos e de outros produtos. Isto propicia, por exemplo, um melhor tingimento posterior. Portanto os curtumes geralmente, são mais caros, relativamente aos outros curtentes e são mais usados como auxiliares de curtimento.
[4] As Tecelagens são os atos de tecer, entrelaçar fios de trama (transversal) e urdume, ou urdidura, (longitudinal) formando tecidos. Pode-se, vislumbrar, portanto que os tecidos produzidos no processo de tecelagem, ou seja, também conhecidos como tecidos planos ou de cala, não podem ser confundidos com tecidos de malha. Nos tecidos planos há somente duas posições possíveis para os fios de trama, ou, ele passa por baixo ou passa por cima dos fios de urdume.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A MÚSICA AFRO-BRASILEIRA COMO REPRESENTAÇÃO DA CULTURA ESCRAVOCRATA NO PERÍODO COLONIAL (SÉCULO XVI – XIX): UMA ABORDAGEM VIÁVEL NO ENSINO DE HISTÓRIA.

A MÚSICA AFRO-BRASILEIRA COMO REPRESENTAÇÃO DA CULTURA ESCRAVOCRATA NO PERÍODO COLONIAL (SÉCULO XVI – XIX): UMA ABORDAGEM VIÁVEL NO ENSINO DE HISTÓRIA.




lucianoagra@hotmail.com



Resumo: Este artigo busca desenvolver uma reflexão sobre a realidade social dos escravos e sua participação no processo que desencadeou a música afro-brasileira no contexto social do séc. XVI – XIX, a fim de que estes conhecimentos sejam incorporados no Ensino de História. Através de sua contribuição para o conjunto historiográfico, a pesquisa histórica e cultural, pretende intervir no processo de ensino e aprendizagem, refletindo sobre os sistemas de repressão construídos pela política colonial dominante. Mediante a análise proposta, poderemos comprovar a diversidade dos conflitos na sociedade escravista, a partir de uma realidade multifacetada expressa nesse gênero musical originada no Brasil, no período aqui mencionado. Defende-se aqui que os estudos sobre a alteridade cultural da matriz africana no ensino de história tornam-se elementos marcantes de representação do imaginário dos escravos no desejo de evocar seus costumes e tradições, além de expor a diversidade cultural afro-brasileira.

Palavras-Chave: Cultura Escravocrata – Ensino – História da música.


Abstract: This article seeks to develop a reflection on the social reality of the slaves and their participation in the process launched the African-Brazilian music in the social context of the century. XVI - XIX, so that this knowledge is incorporated into the Teaching of History. Through its contribution to the whole historiography, historical research and cultural attempt to intervene in the process of teaching and learning, reflecting on the prosecution systems built by the dominant colonial policy. Through this analysis, we demonstrate the diversity of conflicts in the slave society, from a multifaceted reality expressed in that music genre that originated in Brazil during the period mentioned. It is argued that studies of the cultural otherness of African origin in the teaching of history become the most salient elements of the imaginary representation of slaves in the need to raise their customs and traditions, and exposed to cultural diversity African-Brazilian.

Keywords: Culture slavery - Education - History of music.


INTRODUÇÃO


Este estudo aborda a modalidade da música Afro-Brasileira, que surgiu dos movimentos herdados da sociedade escravista, decorrente da imposição criada pelo sistema colonial escravocrata. Esta música foi marcada pelo preconceito e violência da elite dominante, que se valeu de uma suposta superioridade étnica e religiosa direcionada à população indígena e aos milhares de negros que foram trazidos para o Brasil como cativos.
Os índios, que a princípio tinham uma relação amistosa, foram eliminados quando não seguiam os interesses desta elite e quando podiam trabalhar eram escravizados. Os escravos, por sua vez, foram comercializados, tratados como instrumentos de trabalho e reprodutores de outros no processo da cultura popular afro-brasileira, a partir do século XV.
Diante deste cenário, podemos relatar que as canções musicais eram expressões contidas no sentimento, sofrimento e revolta contra a sociedade dominante, que reprimia os valores e tradições de origem africana. Os africanos teriam de se adaptar às novas regras de convivência e compor os movimentos ficcionistas, tomando, por exemplo, a questão de uma raça e uma etnia formando uma marginalização de sua adversidade cultural.
Outro ponto importante que devemos mencionar é a questão das canções, melodias e letras da música afro-brasileira, que engloba os ritmos musicais, danças, religiões e outros componentes da cultura européia, representados pela comunidade colonial portuguesa, e outra música nativa, que era incorporada aos grupos de negros e mestiços que constitui hoje a cultura afro-brasileira. É dessa forma que as músicas simbolizam as histórias sócias político econômico e cultural das práticas representativas da comunidade afro-brasileira.
Neste contexto, demonstra as condições existentes nas relações sociais durante o período colonial, para disfarçar as violências sofridas pelos escravos. Estes expressavam a opressão, através das práticas representativas expressas nas atividades folclóricas e no controle da igreja que permeavam a sua vivência cotidiana.
Convém ressaltar que a igreja tentava combater os rituais musicais da cultura Afro-Brasileira, uma vez que seus atos de controle afetavam a consciência e a conduta social dos movimentos festivos. No entanto, essa hegemonia religiosa não conseguiu destruir os perfis de outras culturas tradicionais, como no caso da criação das irmandades religiosas que buscam separar a igreja da elite branca e a dos escravos. Criou-se assim o sincretismo, difundindo-se a fusão da igreja católica cristã com a religião pagã dos escravos. Emergiu, dessa forma, o candomblé e outras expressões próprias dos negros.
A partir do século XVII surgem as expressões, mas vivas da tradição musica negra, a exemplo do lundu, que se desdobrará em outros ritmos, tais como o samba, maxixe, a polca, e assim sucessivamente. Nesse processo, a música Afro-Brasileira chega na segunda metade do século XIX, com as inovações decorrentes do desenvolvimento econômico, social, político e cultural. A música é percebida através de outras visões, especialmente quando as tendências desse processo de ruptura criam uma nova roupagem das expressões culturais que vai se fixar no século XX.
Decorrentes dessa importância social podem inserir a música afro-brasileira nos parâmetros dos currículos escolares do ensino de história, propondo a divulgação da diversidade das tradições culturais Afro-Brasileiras. Analisando-se a música no contexto da sociedade escravista colonial, buscamos refletir sobre a situação que originou os conflitos existentes, que incidem nos movimentos reacionários de dominação imposta pela sociedade.
Esta música de raiz negra retrata um momento em que a cultura de um povo foi submetida a inúmeras formas de violência, mas que na expressão de sua identidade deu forma e voz aos escravos como mecanismos de resistência social.

1. ADMINISTRAÇÃO E ESTRUTURA DA SOCIEDADE ESCRAVOCRATA NO PERÍODO DE DOMINAÇÃO PORTUGUESA NO BRASIL


A expedição comandada por Martin Afonso de Sousa, em 1531, tornou um marco à administração colonial portuguesa no Brasil, com a instalação do primeiro engenho da capitania de São Vicente. Com essa medida, efetuou-se a implementação do sistema colonial de orientação mercantilista. Através dessa intervenção, produziu-se no Brasil a organização administrativa, com demandas de investimentos capazes de fomentar a base de uma empresa essencialmente agrícola, voltada para atender às necessidades desse tipo de exploração com vistas à acumulação de riquezas e do lucro rápido.
O funcionamento dessa política de conotação absolutista presente na Europa foi caracterizada pela total concentração de poderes na mão do rei. Na colônia, o rei era representado por funcionários metropolitanos que recebiam plenos poderes para agir segundo os interesses da metrópole portuguesa.
Essa transferência de poderes resultou na concentração de riquezas nas mãos dos proprietários de terra, que desenvolviam também a exploração do trabalho (principalmente, o da forma compulsória de escravidão). Por essas medidas, foi permitida a existência do latifúndio improdutivo neste contexto histórico e de outras riquezas naturais na produção agrícola em larga escala destinada ao mercado externo. A montagem dessa estrutura fez surgir uma classe dominante aristocrática que dominava a administração brasileira.
A sociedade formada nessa constituição apresentava alguns aspectos específicos em algumas regiões. Entretanto, o fator predominante era o patriarcalismo, onde a família e as pessoas que viviam nas terras de um proprietário eram posses dos senhores do engenho. Como salienta Freire (2004):

... A influência africana fervendo sob a européia e dando um acre à vida, sexual, à alimentação, a religião; o sangue do negro correndo por uma população brancarana, quando não predominando em regiões; Ainda hoje de gente escura; o ar da áfrica, um ar quente, oleoso, amolecendo nas instituições e nas formas de cultura. (FREIRE, 2004, p. 66).


Criada pelas relações de convivências simples, típicas do espaço rural, combinado com a agricultura, a miscigenação, a regularidade por meio da escravidão, foi incorporada ao sistema político dominante. Esse autoritarismo foi acentuado na produção canavieira, onde o latifúndio destinado à produção se sobressaia ao poder da autoridade local, que tinha nas vilas os seus representantes. Além da autoridade aristocrática existia também o poder da Igreja católica, que exercia seu autoritarismo sobre as pessoas. A conjuntura econômica da exploração colonial era vivenciada numa sociedade onde a elite era amparada pelas concepções científicas que difundiam uma ideologia preconceituosa para justificar a exploração dos negros, que eram, na verdade, considerados seres “incapazes” e “dependentes”.
Reforçando essa minha inferição, reportume-me a Flávio de Campos; Lídia Aguilar; Regina Claro e Renan Garcia Miranda, no livro didático apresentado em “O Jogo da História: de corpo na América e de alma na África”, no qual chama-nos atenção para o fato de indica que:

[...] Na base, a imensa maioria era composta por escravos. Logo a seguir vinha um pequeno grupo formado por artesãos, pequenos proprietários de terras, homens livres pobres e escravos. No topo figuravam os grandes senhores de engenho e as autoridades coloniais e eclesiásticas. A sociedade mineradora também tinha uma grande massa de escravos em sua base. No entanto, os grupos intermediários eram mais complexos e numerosos. Logo acima dos escravos estavam os homens livres pobres, em geral mulatos ou libertos, que se dedicavam a serviços ocasionais ou participavam das milícias organizadas pelas autoridades metropolitanas. Na camada seguinte encontravam-se os artesãos, os comerciantes, os profissionais liberais, os representantes do clero e os funcionários da administração colonial. No topo estavam os grandes mineradores e as autoridades coloniais. (CAMPOS, 2002, p. 112 – 113)

É neste contexto que a Igreja católica deu sua contribuição, afirmando a conversão da população africana escrita pela exploração escrava perante o cristianismo. Junto das idéias cristãs e da autoridade administrativa representada pela elite agrária, desenvolveu-se o domínio dos escravos como produto da economia colonial mercantilista, ou seja, foi enfatizada pela Lei Eusébio de Queirós, em 1850 do século XIX com o fim do tráfico dos escravos; a Lei do Ventre Livre em 1871 do século XIX e a Lei dos Sexagenários de 1886 do século XIX, que foram aprovadas pelo fim da escravidão no Brasil.
Cabe destacar ainda, que a assinatura da Lei Áurea, em 1888, foi mencionada como um sistema de mecanismos para a utilização pela cultura superior [“elite”], isto é com a meta de desfazer a mobilização das revoltas escravas e as próprias organizações que os apoiavam nesta última década da escravidão, mas haviam atingido pelo nível de mobilização que a introdução dos imigrantes, principalmente na lavoura cafeeira, que foi a base fundamental para desfazer esse movimento abolicionista. Na mesma linha de raciocínio, esses acontecimentos procuram apresentar que após os imigrantes, que conseguiram se organizar, estruturar essas sociedades clássicas, a partir deste rompimento com o processo historiográfico da república velha, da espada e o início da política social, cultura do governo Vargas em 1930 para o Brasil. Arantes (1992) explica:

A diferenciação das condições materiais de existência no interior de uma sociedade, entretanto, própria a formação de subgrupos especializados e acarreta a produção de conteúdos culturais constituído das especificidade de cada um deles frente aos demais(...), faz compreender o movimento ritimística dos cânticos, numa mistura da religião católica com rituais africana, a origem de várias expressões presente nos presentes nos diferentes cultos afro-brasileiros (ARANTES, 1992, p. 42).


2. AS IMPLEMENTAÇÕES DAS TRADIÇÕES DE MATRRIZ AFRICANAS AGREGADAS A NOVOS VALORES SÓCIOS CULTURAIS NO BRASIL

O fato de conviver num ambiente hostil e de complexas relações sociais, os negros foram sufocados pelas condições que os negros tinham em seus países de origem. Aqui, tiveram de se adaptar e aceitar e exigências e imposições determinadas pelo sistema político dominante. Em razão disso, foi criada a concepção escravista que irá influenciar os grupos humanos numa confluência étnica e racial típica da sociedade colonial da época. Dessa mistura de culturas brancas e negras, surgiram hábitos e costumes agregados à identidade étnica. Sejam na forma de culinária, danças, linguagem, música, religião, entre outras expressões.
È nas festas que as adversidades culturais dos escravos, suas representações, seus gestos são associados aos já existentes, originando costumes e músicas típicas dos movimentos, numa forma de resistência e afirmação de suas identidades. Desses movimentos sobressaiu o que comumente conhecemos como cultura popular. Com características próprias de cada região do Brasil, estas expressões foram se desenvolvendo de acordo com as realidades econômicas de cada uma. Os principais núcleos rurais que se destacaram como difusores dessa dinâmica foram regiões que englobam o Rio de Janeiro, Pernambuco e Salvador, consideradas centros irradiadores de produção sócio-cultural.
A possibilidade de poder agregar elementos novos, tais como os costumes e crenças que carregavam de seus antepassados, tornou viável para o cativo uma readaptação às exigências impostas pelo repressivo sistema escravista vigente. Essa tomada de decisão é reflexo da própria imagem que os negros passaram a ter a partir do momento em que foram inseridos num mundo completamente diferente do seu. A música passa a ser fundamental nesse processo, como explica Ferreira (2009):

Na cultura africana, a música está vinculada ao cotidiano do trabalho, da religião e do entretenimento. Para o africano a música não é um luxo, mas um modo de vida, presente do nascimento à morte, do plantio à colheita. Atividade rotineira como caça, pesca, preparação de alimento são invariavelmente realizadas ao som de músicas. (FERREIRA, 2009, p. 5).


Dessa forma, a música e outros gêneros de movimentos da cultura africana vieram acalentar o impacto causado pela nova realidade. Subjugados, os escravos lutaram para manter vivos seus ritos e tradições, transmitidos através dos conhecimentos das expressões culturais trazidas dos diferentes grupos e de regiões em que viviam no continente africano. Como essa música afro pode ser instrumento cultural, auxiliando no ensino de História?
Assim, o movimento cultural desenvolvido pelos escravos em meados do século XVI ao início do século XIX, foi marcado pela música, que representou a produção coletiva dos grupos presentes na sociedade colonial brasileira. Os escravos, ao perceber em suas condições, se envolveram nestes movimentos na esperança de criar um ambiente agradável, contrapondo-se as sujeições impostas pela elite dominante, a fim de manter viva as tradições da matriz africana no Brasil de seus países de origens.
Em concordância com Antônio Augusto: “aquilo que se considerar como vigência do plena do passado, só pode ser interpretado, no presente como curiosidade”(PINSKY, 1998, p.18). O processo histórico em que se desenvolveu a música Afro-Brasileira, revelaria para os escravos uma maneira de preservar suas tradições e um símbolo de libertação que pode ser percebido nas letras desse gênero musical, o que nos levou a problematizar essa questão.
Os conflitos existentes no interior da sociedade colonial brasileira, envolvendo principalmente os escravos, decorriam das repressões impostas pela elite dominante aos movimentos culturais da música Afro-Brasileira, que era proibida, segundo o discurso da época, que aceitavam tais manifestações porque contradiziam o código de postura vigente. Isso constituía o discurso ideológico da época, que orientava os interesses dominantes, representados pela administração política e religiosa de valorização dos costumes e controle social.
Os negros, ainda que sujeitos a um tratamento desumano herdado da antiguidade, e enfrentando em seu cotidiano formas de violência tais como: pena de morte, longas jornadas de trabalho, estupros, alimentação deficiente, entre outras, práticas desumanas comuns às condições impostas, estas, de alguma forma, despertaram conscientemente a concepção de raça e identidade de um grupo étnico inserido num ambiente hostil aos seus costumes e valores, conforme Arantes (1990). Salienta:

Essa diversidade, que se desenvolve em processos histórico múltiplos e o lugar da “cultura”, uma vez que, sendo em grande medida autoritária é convencional, ela constitui os diversos núcleos e identidade e de vários agrupamento humanos, ao mesmo tempo que os diferencia um dos outros...(ARANTES, 1990, p. 26).


Neste sentido, entende-se a produção histórica e social de grupos descendentes de escravos, como de povos que antes de serem introduzidos como mercadoria especifica do sistema político colonial, viviam num continente diferente, sendo que cada um, com suas organizações culturais e particularidades lingüísticas, conferem as distinções desses grupos, através dos movimentos africanos de outros povos.
No complexo processo no qual foi desenvolvida a música de origem africana, na sociedade colonial brasileira, caracterizava-se como hegemônica a estrutura étnica e religiosa, uma vez que os costumes da população branca de tradução européia misturavam-se às das classes populares negras e mestiças porém com interesses comuns.
É, em meio a essas divergências, que a música despontará, mesmo que de forma tímida, pois era proibida e tida como sedução aos movimentos populares. O lundu surge assim como gênero de dança e música rítmica que servirá como viés às vertentes da música popular brasileira. Conforme Montari (2001):

origem nos batuques dos negros que aqui chegaram como escravo. Da mesma forma que aconteceu com o blues e o ragtime, na música norte americana, o lundu e a modinha vão se associar as outras influências, advinda da musica européia, para dar origem a música brasileira que atravessou o século XX. (MONTARI, 2001, P.77).



No início do século XIX, a música passa a ganhar novas conotações, decorrentes das transformações advindas da transferência da corte portuguesas para o Brasil. Cria-se um ambiente com novas paisagens e costumes decorrentes das migrações, como explica Davis (2001): “... amplas mudanças nos valores culturais enfraqueceram as justificativas religiosas e filosóficas da escravidão. Todavia, as próprias tendências do pensamento que enfraqueceram as sanções bíblicas e históricas também ampliaram a importância das características mentais e físicas do homem”.(DAVIS, 2001, p. 493).
Diante do exposto, observamos que a prática educativa no ensino de história enfatiza a necessidade de uma reflexão sobre os pressupostos metodológicos para uns ensinos curiosos, atraentes, eficazes e que seja capaz de instruir o aluno para que desenvolva um entendimento eficaz à compreensão do mundo, atentando-se para as suas decorrentes transformações. Como reforça Cabrini (2000): “A tônica marcante é investigar na perspectiva de uma mudança de mentalidade quanto ao ensino-aprendizagem”.(CABRINI, 2000, p.14).
Essas mudanças acontecem principalmente no ambiente escolar que não se restringe a um espaço de aprendizagem, mas de integração de diferentes atores que interagem para a produção de conhecimentos, sem esquecer de que sua realidade social é resultado de um longo e contraditório processo histórico. A temática da escravidão negra apresenta diversos subsídios para uma reflexão.
Entre eles, a música Afro-Brasileira é colocada como sendo capaz de desenvolver nos alunos a sistematização do conhecimento e por seu intermédio podem ser desempenhadas diferentes diretrizes para os fatos decorrentes de um mesmo processo histórico, tornando-se viável a articulação com o conhecimento produzido. A música de origem africana, inserida no contexto histórico da sociedade brasileira durante o período colonial, possibilita a compreensão dos aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais desse momento histórico.
Para o ensino de História, o uso da música Afro-Brasileira se insere como proposta metodológica para a prática docente, condizente com o objetivo maior do reconhecimento da cultura afro-brasileira, uma exigência da Lei n° 10.639/2003. Esta Lei dispõe que sejam incluídos nos currículos do ensino básico e superior, conteúdos que contemplem a história da África e dos africanos, bem como suas lutas e sua contribuição para o Brasil.
Em conseqüência disto, fica evidente a relevância histórica que envolve os povos africanos, em amplas situações de ensino, que pode ser colocada no ambiente educativo como troca de experiência e reforço da aprendizagem. Assim, prática educativa precisa criar novas situações que visem à pesquisa nessa direção, de forma que sejam orientadas por valores, visões de mundo e experiências sem qualquer tipo de preconceito étnico racial.
O ensino de história propicia fontes e recursos metodológicos que geram alavancas para caminhos a serem trilhados no processo de conhecimento, fator fundamental para a prática docente. CABRINI (2000) sugere: tratar um conteúdo vinculado à realidade do aluno permitirá mais facilmente se chegar com ele ao conhecimento concreto do objeto, à sua descoberta, ou seja, aprendê-lo seu movimento, em suas contradições.”(CABRINI, 2000, p. 54).
Conforme o exposto, a prática educativa no ensino de história assegura diversas concepções sobre o conhecimento humano e seu espaço é uma construção intelectual, onde professores e alunos fazem parte desse processo dinâmico. Por essa perspectiva, abre-se a possibilidade de se poder interferir nas relações sociais futuras ou posteriores, tornando possível atribuir conceitos teórico-metodológicos em que são dados os conflitos étnicos, políticos, econômicos e religiosos existentes na sociedade a partir de sua reflexão no ambiente educativo.
Isso significa contribuir para o ensino, de forma a permitir o desenvolvimento de trabalhos que facilitem a constituição de conhecimentos mais consistentes, profundos, articulados com as experiências humanas e que visem um diálogo reflexivo com as diversidades inerentes ao contexto social. Conceitos relacionados ao tema cultura, como o que está proposto aqui, reflete o contexto histórico da cultura popular brasileira.
Possibilitaremos, assim, novas acepções e a criação de novas abordagens que envolvam a temática, seguindo os pressupostos dos parâmetros curriculares, que: “podem ser usados para aprofundar questões históricas, instigar debates, analisar representações artísticas de época, confrontar, pontos de vistas, diferenciar abordagens históricas, resumir temas, estudo, explicar definições históricas para conceitos etc.”(BRASIL, 2001, p. 81).
Nesse sentido, estudar a música afro-brasileira é justificável para, sobretudo, difundir sua importância na sociedade e resgatar os processos que a geraram, ajudando a construir a identidade negra e cultural do país.

3. ALGUNS PRESSUPOSTOS BÁSICOS QUE PERMEIAM A PRÁTICA EDUCATIVA NO ENSINO DE HISTÓRIA

Por se constituir num documento histórico, onde são encontrados registros que nos levam a apreender uma viagem sobre o passado e a interagir com áreas afins do conhecimento humano, poderemos inserir a pesquisa em novos contextos, atribuindo-lhe novas abordagens sobre o conhecimento humano. Concernente ao exposto, torna-se evidente a pesquisa com fontes bibliográficas como recurso histórico metodológico.
Conforme sugere o texto oficial: “o documento histórico adquire outra amplitude no trabalho do historiador. São utilizadas outras fontes de pesquisa históricas relacionadas à preocupação de se estudar outras dimensões da vida social”. (BRASIL, 2001, p. 84). De acordo com os parâmetros curriculares nacionais, os registros de fontes escritas podem ser considerados um documento e um achado arqueológico que podem tomar outros rumos no desenvolvimento da pesquisa.
Os estudos científicos requerem o cuidado para não incorrer sobre a “veracidade” dos fatos registrados nos documentos e estes eram tidos como verdades absolutas, onde os conhecimentos eram consolidados sem interferência exterior, ou seja, não eram questionados. Sobre os parâmetros curriculares, “Durante algum tempo, principalmente para os historiadores de inspiração positivista do século XIX e início do XX, o documento significara a idéia de testemunho escrito, comprovação, de provas sobre os acontecimentos do passado...”. (BRASIL, 2001, p. 84).
Conforme o exposto, os estudos historiográficos passaram por um longo processo de reavaliação na pesquisa histórica, permitindo o diálogo com outras ciências sociais. Por essas perspectivas, é destacado aqui o auxílio oferecido pelas fontes bibliográficas, principalmente as que abordam os conceitos pertinentes ao imenso campo de investigação da pesquisa da história cultural, que, por sua vez, está voltada para a dimensão da cultura popular.

3.1. CONSIDERAÇÕES REFLEXISIVAS TEÓRICO METODOLÓGICO SOBRE AS DISCUSSÕES INTERPRETATIVAS DA MÚSICA AFRO-BRASILEIRA NO ENSINO DE HISTÓRIA

No que se refere às diretrizes para o levantamento da pesquisa, pretende-se seguir os fundamentos teóricos das representações das atividades culturais dos grupos étnicos que geraram a temática da música afro-brasileira, a partir de análises da produção do conhecimento histórico, inseridas na produção da música de origem escrava e os processos a que foi submetida num eixo que se coloca:

[...] Para além dos sujeitos e agências que produzem a cultura, estuda-se os meios através dos quais esta se produz e se transmite: as práticas e os processos. Por fim, a matéria-prima’ cultural propriamente dita (os padrões que estão por trás dos objetos culturais produzidos): os sistema de valores, os sistemas normativos que constrangem os indivíduos, os ‘modos de vida’ relacionados aos vários sociais, relacionados as concepções relativa a esses vários grupos sociais [...]. (BARROS, 2004, P. 61).

O desencadeamento da música Afro-Brasileira como sua produção cultural herdada das tradições étnicas do continente africano e situá-las como fonte metodológica para o Ensino de História, uma vez que estudar o uso dos costumes representa também conhecer as principais características de uma sociedade.
Seguindo a mesma linha do autor supracitado, Barros (2004), que faz uma explanação do conhecimento nos vários eixos da história que, segundo ele, estão situadas várias áreas de interesses e abordagens que compõem o campo de pesquisa das ciências sociais da historiografia, que concernem aos estudos culturais sobre as questões que permeiam os diferentes interesses que envolvem a música afro-brasileira e ao seu reflexo no Ensino de História.
Assimilando algumas propostas presentes nos relatos de Conceição Cabrini e nos Parâmetros Curriculares Nacionais podemos destacar as possibilidades que os textos oficiais apresentam sobre diferentes idéias curriculares para o ensino de história. A prática docente surge para propor novas abordagens interdisciplinares para o currículo escolar de história, dinamizando o processo de ensino e da aprendizagem.
Escolhemos referências direcionadas à pesquisa sobre história do Brasil nos séculos XVI-XIX, serviram como apoio ao trabalho de Jaime Pinsky e Davis Brion, que fazem uma crítica das condições vivenciadas pelos escravos mesmo antes de sua introdução no início da colonização brasileira. Na mesma proporção, foi citado Gilberto Freire em sua obra intitulada em “Casa Grande & Senzala”, mostrando algumas implicações sobre as relações de convivência social e as idéias de dominação, tratando da situação dos escravos num contexto de interação étnico e racial.
Dando continuidade às questões que envolvem a escravidão, as convivências e os conflitos inseridos neste processo, Valdir Montinari, na bibliografia “O que é Cultura Popular”, aborda as relações de domínio sobre os bens culturais, referenciadas como prática representativa de um determinado grupo social, manifestações culturais, tais como as práticas de um povo representando domínio, sua identidade, o espaço identificando as origens. A obra reflete bem sobre alguns pontos levantados sobre a influência africana, a exemplo da música afro-brasileira como sendo conhecimento de um povo.
No que se referem à música, os relatos desses autores que fazendo em um apanhado histórico sobre o processo gerador dos movimentos, que recai sobre os diferentes estilos da música popular brasileira, assim, Joana D’Arc e José Roberto enfocam o histórico da música de origem africana. Nesse artigo, ambos trabalham os principais fatores determinantes que envolveram a produção da música.
Para isso, destacam as tradições, costumes, crenças, entre outros movimentos que representam as manifestações da cultura popular nas organizações dos grupos étnicos do continente africano, até serem introduzidos no início da colonização no Brasil. Dos movimentos surgidos nesse contexto histórico, ambos os autores destacam o samba como identidade nacional, representação da cultura popular brasileira.
Nesse sentido, com o apoio dessas referências teóricas, pretendemos estudar a música afro-brasileira e mostrar sua importância para contexto do ensino de História, dinamizando suas formas de apreensão e compreensão.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo da cultura afro-brasileira e africana revela os direitos legais de valorização da identidade, cultura, história que privilegia educação das relações étnico-raciais. Por essas medidas, foi permitida a realização da pesquisa que se deu através de uma análise reflexiva sobre a música afro-brasileira, percebendo como seus reflexos incidem no Ensino de História, em consonância com a concepção que perpassa o processo metodológico de ensino e aprendizagem.
Portanto, foi necessária uma abordagem acerca dos acontecimentos históricos, da origem africana que se desenvolveu no contexto da escravidão no Brasil, bem como das questões que desencadearam esta trama da história que mesmo tendo acontecido há quase cinco séculos, continua presente na identidade da cultura popular brasileira.
Para viabilizar a pesquisa que versa sobre o conhecimento “historiográfico” sobre a história cultural foi empreendida uma investigação histórica no sentido de conhecer a produção do conhecimento existente sobre o tema abordado.
A idéia que procurei defender nesse estudo dar ênfase à música Afro-Brasileira no Ensino de História percebeu-se sua importância bem como seus reflexos incidem métodos educativos, em consonância com a concepção que perpassa o processo metodológico de ensino e aprendizagem na disciplina de História.
Portanto, desenvolveu-se uma abordagem acerca dos acontecimentos históricos, da origem africana que se desenvolveu no contexto da escravidão no Brasil, bem como das questões que desencadearam esta trama da história que mesmo tendo acontecido há quase cinco séculos, continua presente na identidade da cultura popular brasileira.
Para viabilizar a pesquisa que versa sobre o conhecimento “historiográfico” sobre a história cultural foi empreendida uma investigação histórica no sentido de conhecer a produção do conhecimento existente sobre o tema aqui abordado.
Contudo, é preciso elucidar que a importância da temática música afro-brasileiro no meio acadêmico e nos processos didáticos que visem novos métodos educativos no ensino e aprendizagem fará com que esta problemática seja mais do que um desdobramento de categorias acima referidas e se consubstancie em um outro movimento de suma importância nos debates educacionais.
Esse movimento esta relacionada com uma dinâmica de focalização dos valores históricos e culturais dos grupos étnicos de afros-descendentes, que se apresenta nitidamente no Brasil, a partir da introdução da escravidão colonial. A valorização das idéias contidas na modalidade da música afro implica o reconhecimento dessa categoria capaz de detectar e reprimir preconceitos étnicos raciais.
Sob a orientação dessa valorização no Ensino de História, a composição dos grupos afros-descendentes passará a ser objeto de atenção dos sujeitos envolvidos, direta ou indiretamente com o compromisso sócio educacional.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA


• ARANTES. Antônio Augusto. O que é cultura popular. 3.ed. São Paulo: Brasiliense, 1990.

• BARROS, José D’Assunção. O campo da história: especialidades e abordagens. 3 ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2005.

• BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: história. Brasília: MEC, 2001.

• CABRINI, Conceição et al. Ensino de história: revisão urgente. São Paulo: EDUC, 2000.

• DAVIS, David Brion de. O problema a escravidão na cultura ocidental. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
• FERREIRA, Joana D’Arc A. GALDÊNIO, José Roberto de Vasconcelos. UMA MÚSICA Afro-Brasileira: a samba da representação a símbolo da identidade nacional. Disponível em: http:/ www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/. Acesso em 14/ 06/ 2009.

• Flávio de Campos; Lídia Aguilar; Regina Claro e Renan Garcia Miranda. O Jogo da História: de corpo na América e de alma na África, São Paulo, Moderna, 2002, p. 112-3 (volume para 6ª série).

• FREIRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. 94 ed. São Paulo: Global, 2004.

• MONTINARI, Valdir. História da Música: da idade da pedra a idade do Rock. São Paulo: Ática, 2001.

• PINSKY, Jaime. A escravidão no Brasil. 16 ed. São Paulo: Contexto, 1998.